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Quem são os pastores maçons que dominaram as igrejas no Brasil

Eles ocupam os mais alto cargos dentro de algumas igrejas evangélicas

Por Izael Nascimento • Publicado em 04/05/2018 às 11h52 • Atualizado em 23/12/2025 às 18h33
Homens usando trajes formais e paramentos da maçonaria durante cerimônia maçônica em ambiente fechado
Integrantes da maçonaria participam de cerimônia com trajes e insígnias tradicionais da ordem. (Foto: Reprodução)

RIO DE JANEIRO (RJ) — A presença de líderes religiosos em fraternidades maçônicas é um tema que atravessa décadas no Brasil, alimentando debates intensos sobre a compatibilidade entre o ministério cristão e os ritos dessas sociedades.

Embora a polêmica ganhe novos contornos a cada declaração pública de influenciadores modernos, os registros históricos mostram que essa relação é muito mais profunda e antiga do que muitos fiéis imaginam.

A dúvida sobre se alguém pode exercer o pastorado e pertencer à maçonaria simultaneamente não encontra uma resposta única nas convenções, mas os fatos apontam para uma convivência documentalmente provada.

De acordo com registros de arquivos históricos, a chegada de algumas das principais denominações ao país contou com o apoio direto e o financiamento de membros seletos da maçonaria internacional.

Um dos casos mais emblemáticos envolve a fundação da Primeira Igreja Batista (PIB) no Brasil. O reverendo Richard Ratcliff, missionário americano e um dos pioneiros da denominação em solo brasileiro, era um membro ativo da ordem.

Poucos anos após iniciar os primeiros cultos batistas, Ratcliff participou da fundação da loja maçônica “George Washington” em 1874, evidenciando que a estrutura institucional da igreja e da fraternidade caminharam lado a lado no século XIX.

A cronologia mostra que essa influência é anterior ao surgimento do movimento pentecostal clássico. Quando a Assembleia de Deus foi estabelecida em 1911 no Pará, o cenário batista já convivia com a presença de líderes que ocupavam cargos em ambas as instituições.

Essa herança histórica sugere que a transição do protestantismo missionário para o pentecostalismo não ocorreu de forma totalmente isolada das redes de influência maçônicas da época.

De acordo com a obra “Centelha em Restolho Seco”, da historiadora Betty Antunes de Oliveira, o pastor batista que acolheu os missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren em sua chegada ao Brasil possuía vínculos com a maçonaria.

O suporte oferecido aos fundadores da Assembleia de Deus teria seguido protocolos de auxílio comuns na fraternidade, o que levanta discussões acadêmicas sobre o nível de conhecimento que os pioneiros pentecostais tinham a respeito dessas conexões.

Dentro da estrutura da Assembleia de Deus, a figura de Paulo Leivas Macalão surge como o nome de maior relevância após os fundadores.

Embora não existam registros diretos que vinculem Macalão à ordem, o papel de seus colaboradores próximos é frequentemente citado em pesquisas sobre o tema. O reverendo Isaias de Souza Maciel, reconhecido como braço direito de Macalão e presidente da Ordem de Ministros Evangélicos do Brasil e no Exterior (OMEBE), ocupou posições de destaque na maçonaria fluminense.

Registros históricos do Grande Oriente Independente do Rio de Janeiro chegaram a homenagear o reverendo Isaias Maciel, identificando-o como Grão-Mestre da instituição.

Essa dualidade de funções em cargos de alta liderança — tanto na esfera eclesiástica quanto na maçônica — reforça a tese de que a presença dessas sociedades nos bastidores do poder gospel é um elemento constituinte da própria história das denominações brasileiras.

Para compreender o impacto atual dessas relações e como as igrejas modernas lidam com esse legado, vale consultar o guia completo sobre pastores maçons na história e na igreja atual, que analisa as regras das convenções e o debate teológico contemporâneo.

A interseção entre fé e política também se manifesta nesse cenário, conforme detalhado na cobertura sobre o cenário político brasileiro e a influência de grandes líderes como Silas Malafaia.

O espaço para manifestação das instituições citadas e de seus representantes segue aberto para esclarecimentos adicionais sobre o contexto dessas relações históricas.

O espaço segue aberto para manifestação das partes. Erros ou Direito de Resposta? contato@ofuxicogospel.com.br.



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