Em novas declarações, a colaboradora do Gshow Josiane Silva afirmou ter sido vítima de estupro por Marcus Grubert há 14 anos. Segundo ela, o episódio aconteceu após um convite do músico para “experimentar um vinho”, período em que trabalhava próxima à cantora Heloisa Rosa. O relato foi dado à jornalista Patrícia Fazan e reiterado à reportagem.
Paralelamente, Grubert segue preso nos EUA, onde responde a um processo por abuso sexual de uma criança de 6 anos registrado em abril do ano passado. No Brasil, um boletim de ocorrência foi formalizado em Minas Gerais, e a apuração ficará a cargo das autoridades do Paraná, estado onde o crime imputado por Josiane teria ocorrido.
O que dizem os relatos e o que apura a polícia
De acordo com Josiane, o contato com Grubert se intensificou quando ela foi convidada por Heloisa Rosa para atuar como assessora. Em uma das ocasiões, afirma ter recebido o músico para “provar um vinho” e, após ingerir a bebida, relata ter perdido a consciência e despertado em mais de um momento durante a consumação do ato, o que configuraria, em tese, crime de estupro. Ela contou ter comunicado o ocorrido à cantora logo depois.
A denunciante afirma que, à época, não houve registro imediato na delegacia e que teria sido orientada a retornar à sua cidade de origem. Anos depois, decidiu procurar a polícia “para alertar outras pessoas” e formalizou o BO em Minas Gerais. Por se tratar de fato supostamente ocorrido no Paraná, a investigação brasileira será conduzida pelas autoridades daquele estado, que deverão analisar competência, eventual prescrição e elementos de prova, além de ouvir testemunhas e requisitar documentos.
Em processo distinto, Marcus Grubert está detido nos EUA por suspeita de abuso sexual cometido em abril do ano passado contra uma criança de 6 anos. A ação penal americana segue seu curso, e, como de praxe, os autos definem o status de custódia e as condições processuais do réu. No Brasil, os desdobramentos desse processo podem ser considerados como informação de contexto, mas não interferem automaticamente na apuração local sobre o episódio descrito por Josiane.
Pelos fatos narrados por Josiane, a conduta pode se enquadrar, em tese, no artigo 213 do Código Penal (estupro), que prevê punição para constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou praticar/permitir ato libidinoso. A análise jurídica — inclusive sobre prazo prescricional por se tratar de fato antigo — caberá ao Ministério Público e à Justiça do Paraná, após a conclusão do inquérito policial.
Na esfera brasileira, a investigação deverá incluir:
oitivas de vítimas e testemunhas;
eventual coleta de registros da época (comunicações, mensagens, agendas de viagem);
exame de vínculos profissionais e mapas de deslocamento;
cooperação com autoridades de Minas Gerais (origem do BO) e, se necessário, cartas rogatórias ou cooperação internacional para acesso a elementos produzidos nos EUA.
O que dizem as defesas e os citados
A reportagem buscou Marcus Grubert, Heloisa Rosa e Irineo Grubert por meio de suas assessorias e canais públicos. Até a última atualização, não houve retorno. O O Fuxico Gospel mantém o espaço aberto para manifestação das partes citadas.
Por princípio constitucional, Grubert tem direito à presunção de inocência até decisão judicial definitiva. A eventual responsabilização depende de provas e do contraditório em juízo.
O O Fuxico Gospel procurou a defesa de Marcus Grubert, a equipe de Heloisa Rosa e representantes de Irineo Grubert. O espaço segue aberto para manifestações.
As informações desta reportagem têm base em relatos prestados à imprensa, boletim de ocorrência registrado em Minas Gerais, dados públicos de processo nos EUA e informações fornecidas às autoridades brasileiras.
Solicitações de correção ou direito de resposta podem ser enviadas para contato@ofuxicogospel.com.br.
Se você souber de situações de violência sexual, procure a Polícia Civil, acione o Disque 100 (Direitos Humanos) e, em caso de emergência, ligue 190. Vítimas têm direito a atendimento médico e psicossocial e podem buscar orientação junto ao Ministério Público e Defensorias.

