Justiça

STF suspende julgamento de evangélica que pichou estátua da Justiça

Na sexta-feira, 21, o julgamento virtual teve início com o voto do ministro Moraes, que condenou Débora a 14 anos de prisão em regime fechado por cinco crimes

Por Caio Rangel • Publicado em 25/03/2025 às 09h38
Débora Rodrigues dos Santos (Reprodução)

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista nesta segunda-feira (24), suspendendo o julgamento de Débora Rodrigues dos Santos. A ré é acusada de participação nos atos de 8 de janeiro de 2023 e de ter pichando a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça, localizada na Praça dos Três Poderes, em frente ao STF.

Débora Rodrigues dos Santos é cabeleireira, mãe de dois filhos e frequentadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia. A bolsonarista vivia em Paulínia (SP), com o seu esposo, o pintor Nilton César dos Santos, antes de ser detida.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, composta pelos ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Luiz Fux, jula o caso.

Na sexta-feira (21), o julgamento virtual teve início com o voto do ministro Moraes, que condenou Débora a 14 anos de prisão em regime fechado por cinco crimes: tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada.

Dino acompanhou o relator. O placar parcial é de 2 a 0. A retomada do julgamento ainda não tem data marcada.

Em nota à Agência Brasil, os advogados Hélio Júnior e Tanieli Telles manifestaram profunda consternação com o voto do ministro Alexandre de Moraes, que condenou sua cliente a 14 anos de prisão.

A defesa considera a decisão um marco vergonhoso na história do Judiciário brasileiro, afirmando que Débora sempre foi alheia a qualquer envolvimento criminoso e que o julgamento teve caráter político.

 



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