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Polícia Civil de Goiás prende pastor suspeito de vender “emagrecedores” sem registro; material é apreendido em Quirinópolis

Um pastor e sua irmã foram flagrados pela polícia vendendo remédios irregulares para emagrecimento em Quirinópolis (GO). Produtos não tinham registro na Anvisa.

Por Izael Nascimento • Publicado em 20/05/2025 às 12h40 • Atualizado em 29/10/2025 às 19h12
Pastor peso por vender remedios - @Reprodução
Pastor peso por vender remedios - @Reprodução

Segundo a Polícia Civil de Goiás, o pastor Caio Pimentel foi preso em Quirinópolis (GO) sob suspeita de comandar um esquema de venda de cápsulas para emagrecimento sem registro na Anvisa.

A investigação aponta que ele e a irmã atuavam havia mais de um ano na distribuição dos produtos, anunciados como “naturais” e de emagrecimento rápido.

O que se sabe até agora

De acordo com as apurações, o caso chegou à polícia após denúncias de moradores e fiéis da igreja liderada pelo pastor, que relataram terem sido induzidos a comprar frascos com promessas de resultado “rápido e seguro”. Em ação de campo, agentes flagraram cerca de 100 frascos prontos para despacho em Quirinópolis e municípios vizinhos.

A equipe ainda localizou um ponto comercial clandestino alugado exclusivamente para a venda dos produtos. No local, foram apreendidos rótulos, frascos vazios e equipamentos usados para embalar as cápsulas. Todo o material foi levado à delegacia para perícia.

Segundo a polícia, o pastor confessou que comercializava as cápsulas há mais de um ano. A irmã, também localizada no endereço, negou participação e vai responder em liberdade. A investigação segue para identificar quantas pessoas foram afetadas e se houve eventuais reações adversas.

A comercialização de medicamentos sem registro é proibida e pode configurar, em tese, crime previsto no Código Penal (art. 273, §1º-B, I), além de infrações sanitárias à Lei 6.360/1976 e normas complementares. A tipificação final dependerá do inquérito e do Ministério Público, que pode oferecer denúncia conforme as evidências reunidas.

A Polícia Civil também apura a origem das cápsulas, apontadas como “naturais”. Autoridades sanitárias lembram que alegações de naturalidade não isentam riscos, sobretudo quando o produto é ingerido sem prescrição e sem controle regulatório.

O que dizem as autoridades e os efeitos à saúde

Profissionais ouvidos na apuração alertam que cápsulas ditas “fitoterápicas” ou “naturais”, quando irregulares, podem conter concentrações elevadas de substâncias e causar danos hepáticos, incluindo hepatite medicamentosa. O caso reacende o alerta para compras pela internet e em pontos sem alvará.

A recomendação é não consumir produtos sem registro Anvisa e procurar atendimento médico em caso de sintomas como náusea persistente, dor abdominal ou icterícia.

A polícia busca rastrear a cadeia de fornecimento, eventuais intermediários e a amplitude da rede de distribuição. Novas fases da operação não estão descartadas. Com a conclusão do inquérito, o caso segue para análise do Ministério Público, que poderá denunciar os envolvidos à Justiça.

Posição da defesa e da igreja

Até a última atualização desta reportagem, a defesa de Caio Pimentel não havia sido localizada. O O Fuxico Gospel mantém o espaço aberto para manifestação do investigado, de sua irmã e da igreja que ele lidera.

O O Fuxico Gospel procurou a Polícia Civil de Goiás, a defesa de Caio Pimentel e a igreja por ele liderada. O espaço permanece aberto para manifestações de todas as partes mencionadas.

As informações publicadas têm base em documentos oficiais, declarações públicas e dados de autoridades responsáveis. Solicitações de correção ou direito de resposta podem ser enviadas para contato@ofuxicogospel.com.br.

Serviço: em casos de suspeita de infração sanitária, denuncie à Vigilância Sanitária local e à Anvisa; em emergências, procure atendimento médico.

Assista a reportagem:


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