A Polícia Civil do Maranhão afirma que apura um crime de feminicídio ocorrido em Riachão, com uso de arma branca e múltiplos golpes. As primeiras diligências indicam como motivação a não aceitação do fim do relacionamento por parte do suspeito. Segundo a polícia, a vítima já havia relatado ameaças anteriores e, em um episódio, teria sido mantida em cárcere privado.
Ainda conforme a corporação, José Gilton foi abordado por equipes policiais em Balsas quando supostamente se deslocava para Nova Colinas, onde manteria residência. Após a prisão, ele foi encaminhado à delegacia para os procedimentos legais e ficará à disposição da Justiça.
Pelos elementos iniciais, o caso é investigado como feminicídio — forma qualificada do homicídio prevista no artigo 121, §2º, VI, do Código Penal, quando o crime é cometido contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, incluindo violência doméstica e familiar (art. 121, §2º-A).
As circunstâncias apontadas — histórico de ameaças, suposto cárcere e a condição de ex-companheiro — podem caracterizar contexto de violência doméstica e, portanto, de incidência da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006).
A perícia criminal foi acionada para trabalho no local do crime e análise do instrumento apreendido, o que deve subsidiar laudos de materialidade e dinâmica dos fatos.
O que diz a defesa
Até a última atualização desta reportagem, a defesa de José Gilton Alves dos Santos não havia sido localizada. Em abordagem registrada pela polícia, o suspeito declarou que teria sido “denunciado injustamente” e mencionou medidas protetivas da Lei Maria da Penha; a fala dele será confrontada com depoimentos, eventuais registros anteriores e laudos periciais. O espaço segue aberto para manifestação.
A morte de Jussandra provocou comoção em Riachão e cidades vizinhas. Nas redes sociais, moradores manifestaram indignação e cobraram providências céleres. Líderes comunitários e coletivos de mulheres voltaram a defender o uso de canais de denúncia, medidas protetivas e a articulação de redes de apoio para prevenção de casos semelhantes.
A Polícia Civil prossegue com:
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oitiva de familiares, testemunhas e vizinhos;
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análise de possíveis boletins de ocorrência e medidas protetivas anteriores;
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conclusão de laudos periciais;
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comunicação formal ao Ministério Público, que poderá oferecer denúncia à Justiça.
A eventual responsabilização criminal depende de denúncia, instrução processual e decisão judicial. Até lá, prevalece a presunção de inocência.
O O Fuxico Gospel procurou as autoridades responsáveis pela investigação e mantém o espaço aberto para manifestação da defesa de José Gilton Alves dos Santos e de familiares da vítima mencionados nesta reportagem.
As informações acima têm base em relatos oficiais da polícia, documentos do inquérito e declarações públicas colhidas pela reportagem. Solicitações de correção ou direito de resposta podem ser enviadas para contato@ofuxicogospel.com.br.
Se você estiver em situação de violência, procure ajuda:
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Disque 180 (Central de Atendimento à Mulher)
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Disque 190 (emergências)
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Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM)
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Ministério Público, Defensoria Pública e rede municipal/estadual de proteção