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Após denúncia da Veja, Malafaia pede anulação de inquérito do 8 de janeiro

Pastor questiona validade da delação de Mauro Cid e cobra posicionamento do STF

Por Caio Rangel • Publicado em 16/06/2025 às 10h10 • Atualizado em 16/06/2025 às 10h11
Pastor Silas Malafaia (Reprodução)

O pastor Silas Malafaia publicou um vídeo nesta sexta-feira, 13 de junho, em que exige a anulação do inquérito sobre os atos de 8 de janeiro de 2023. A investida veio logo depois de a revista Veja revelar inconsistências na delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL).

De acordo com a reportagem, Cid enviou mensagens a outro interlocutor — após já ter fechado colaboração premiada — afirmando ter sido pressionado por um delegado da Polícia Federal e pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para incriminar o ex-presidente. A revista destacou na capa: “Mauro Cid mentiu”.

Malafaia disse que o advogado de Bolsonaro armou “uma casca de banana” durante o depoimento, perguntando se Cid usara as redes sociais da esposa para conversar com terceiros. “Agora, a delação é nula”, declarou o pastor, classificando o inquérito como construído exclusivamente sobre o depoimento do militar.

Dirigindo-se ao procurador-geral Paulo Gonet e aos ministros do STF, Malafaia questionou: “Os senhores vão sustentar essa farsa de pseudogolpe?”. Ele ainda disparou contra Moraes por mandar prender, no mesmo dia 13, o ex-ministro do Turismo Gilson Machado. Para o líder evangélico, a detenção serve de “cortina de fumaça” para desviar a atenção das revelações da Veja.

Por fim, Malafaia convocou ABI, OAB, Congresso e imprensa a reagirem, alegando que “o Estado Democrático de Direito está sendo jogado no lixo”.

Malafaia também levantou suspeitas sobre a imparcialidade do Supremo e criticou o que classificou como “instrumentalização da Justiça para fins políticos”.

Segundo ele, há uma tentativa clara de descredibilizar Bolsonaro e seus aliados por meio de delações frágeis e decisões judiciais seletivas. “Isso não é Justiça, é perseguição disfarçada de legalidade. Estamos vendo o uso da toga como ferramenta ideológica”, afirmou o pastor, sugerindo que o país vive uma crise institucional disfarçada de normalidade democrática.

O pastor ainda reforçou que sua indignação não tem relação apenas com a figura de Bolsonaro, mas com o que considera uma ameaça à liberdade e aos direitos fundamentais de qualquer cidadão. “Hoje é com um ex-presidente, amanhã pode ser com qualquer um de nós”, alertou. Para ele, a ausência de freios e contrapesos no Judiciário abre caminho para abusos de autoridade e enfraquece as bases do Estado de Direito.

 

 



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