Igreja

Assembleia de Deus reúne 30 mil pessoas em Belém para reconstituição histórica dos 114 anos

Com foco em “Sal da terra e luz do mundo”, Assembleia de Deus mobiliza 30 mil fiéis em Belém na reconstituição dos 114 anos da chegada dos missionários suecos.

Por Izael Nascimento • Publicado em 15/06/2025 às 18h38
Reconstituição da chegada dos missionarios suecos no Brasil - @Reprodução
Reconstituição da chegada dos missionarios suecos no Brasil - @Reprodução

A Assembleia de Deus Belém celebrou os seus 114 anos neste sábado (14) com uma emocionante reconstituição da chegada dos missionários suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg, idealizadores da denominação no Pará. O evento, com o tema “Sal da terra e luz do mundo”, reuniu mais de 30 mil fiéis, segundo dados da organização. A cerimônia teve início na icônica escadinha da Estação das Docas, com cortejo até a avenida Presidente Vargas, com participação especial da vice-governadora Hana Ghassan.

Fiéis utilizaram roupas que remetem ao início do século XX, recriando uma atmosfera histórica e intensa. Dois atores encarnaram Vingren e Berg, guiando a procissão que reviveu a jornada dos missionários – saindo de Nova York para chegar a Belém em 19 de novembro de 1910, mesmo sem dominar o português. “De Belém, a Assembleia se espalhou para todo Brasil e se tornou o maior fenômeno evangélico do mundo que nasceu aqui, neste lugar”, disse o pastor Samuel Câmara, presidente da Assembleia local.

O momento reforçou a narrativa de fé e reconhecimento das raízes: em 18 de junho de 1911, foi formalizada a Missão da Fé Apostólica, pioneira no estado, tendo evoluído sete anos depois na oficialização da Assembleia de Deus. Para o pastor Philipe Câmara, do Templo Central, a encenação é essencial para manter viva a identidade histórica: “Um povo sem história é um povo sem identidade. A igreja testemunha hoje seu passado para guiar seu futuro”, destacou.

Fé com propósito: monumento, mobilização social e legado humano

Na escadaria da Estação das Docas, o anúncio da construção de um monumento em tamanho real em homenagem a Vingren e Berg tomou conta da cerimônia. A vice-governadora Hana Ghassan afirmou que a escultura será inaugurada ainda no próximo ano, “como marco da história de Belém, do Pará, e da Assembleia de Deus”, emocionando presentes como a fiel Mariluce Chaves, de 53 anos: “É muita glória! Imagine fazer parte dessa história durante a COP30”.

Além do reencontro simbólico, as celebrações incluem uma ampla programação social e religiosa. Entre os dias 19 e 22 de junho, cerca de 1.000 voluntários da Assembleia realizarão um grande Impacto Humanitário no arquipélago do Marajó, nas cidades de Melgaço e Portel. A iniciativa contempla atendimentos médicos, odontológicos, assistência jurídica, além de cursos profissionalizantes, distribuição de medicamentos, roupas e kits de higiene para famílias em situação de vulnerabilidade.

O alcance da Assembleia de Deus Belém é expressivo: a igreja é reconhecida como a maior denominação pentecostal do mundo, com mais de 7 milhões de membros em 180 países. Só em Belém, são 550 templos e aproximadamente 155 mil fiéis. A reconstituição histórica, realizada a céu aberto, é considerada o maior evento simbólico de celebração à fundação dos pioneiros.

A programação segue com eventos institucionais, como:

  • 16/06 – 10h: Sessão solene na Assembleia Legislativa do Pará (ALEPA)
  • 17/06 – 10h: Sessão solene em Brasília, com entrega da Medalha Daniel Berg e Gunnar Vingren
  • 18/06 – 19h: Culto de ação de graças no Templo Central de Belém

Estas atividades reforçam o compromisso da instituição com sua herança espiritual, sua presença social e o potencial de transformação enraizado na história do Pará.



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