Igreja

Ex-ministra de louvor diz que Igreja Mananciais cobra fiéis para atuarem como voluntários

Ex-ministra de louvor revela que voluntários precisavam pagar cursos para servir na Igreja Mananciais. Relato inclui abusos emocionais e manipulação.

Por Izael Nascimento • Publicado em 29/06/2025 às 11h23 • Atualizado em 29/06/2025 às 11h23
Alyene Donasci e pastor Ricardo Carvalho - @Reprodução
Alyene Donasci e pastor Ricardo Carvalho - @Reprodução

A ex-ministra de louvor Alyene Donasci expôs em entrevista ao O Fuxico Gospel, um conjunto de denúncias contra a Igreja Mananciais, revelando que membros precisavam pagar cursos obrigatórios para poderem servir como voluntários em ministérios da denominação. Segundo ela, tudo era estruturado para envolver dinheiro, mesmo em ações consideradas espirituais ou voluntárias.

“Para servir lá, você tem que pagar. Você só pode servir depois que faz o curso de maturidade, que custa R$ 120”, afirmou. Alyene explicou que, além desse curso, havia taxas adicionais, e que apenas após concluir o processo era possível participar de atividades como o futebol da igreja, equipes de bicicleta ou ministérios internos.

Ainda de acordo com Alyene, a entrada de novos membros passava por um processo altamente persuasivo: “Eles fazem uma reunião de novos membros, passam um filme contando a história da igreja… as pessoas saem encantadas e já se tornam dizimistas”, contou.

“Tudo envolvia dinheiro e controle”, diz ex-líder de louvor

O relato revela uma estrutura rígida e centralizada, que, segundo Alyene, servia para manter o controle sobre os membros e formar um “exército ideológico”. “A turma especial é usada para isso. É onde eles moldam mentalidades com técnicas de PNL disfarçadas de espiritualidade”, declarou.

Ela também mencionou que os jovens eram o principal alvo dessa estrutura por serem, nas palavras dela, “mais fáceis de manipular”. O curso de maturidade, que durava um ano em sua época e agora teria sido reduzido para seis meses, era o primeiro passo para ser integrado plenamente à rotina da igreja.

Alyene afirma que o envolvimento com a instituição levou a episódios de humilhação, ansiedade e submissão psicológica. “Eu chorava no banheiro e depois voltava pra pedir perdão ao líder que tinha me humilhado”, relembrou.

O vídeo também inclui denúncias de abuso verbal e exposição pública durante ensaios e eventos, além de controle extremo sobre comportamentos pessoais, como em viagens e relacionamentos. “A igreja vendia a ideia de que tudo era para Deus, mas na prática havia um sistema rígido de cobrança e punição”, concluiu.



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