O pastor Silas Malafaia líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, (ADVEC), não poupou palavras neste domingo (29) durante manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo. Ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de “ditador” e afirmou que parte da direita brasileira é “prostituta”.
Diante de centenas de apoiadores, Malafaia acusou Moraes de usar sua posição para perseguir opositores políticos. Segundo o pastor, as prisões determinadas pelo ministro seriam motivadas por interesses pessoais, sem base jurídica sólida.
“Ele [Moraes] pensou rápido: se eu prender o coronel [Mauro] Cid, a delação dele cai, e se a delação dele cai, toda a sustentação da denúncia do PGR [Procurador-Geral da República] Paulo Gonet, que está jogando a reputação dele na lata do lixo, está sustentada na delação fajuta do coronel Cid”, declarou. Para Malafaia, o ministro então teria decidido cancelar a prisão de Cid e convocá-lo para depor novamente.
Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, firmou acordo de colaboração premiada no processo que investiga supostas articulações para um golpe de Estado no país.
Ainda no discurso, Malafaia atacou senadores por não avançarem com um possível impeachment de Alexandre de Moraes. “Quem tem poder para isso é o Senado, mas nós temos uma direita prostituta e vagabunda, que se vende. Nós temos uma direita séria e verdadeira, mas grande parte dela é um monte de vagabundo vendilhão, por isso que na eleição de 2026 nós não podemos errar o voto dos senadores.”, disparou.
Bolsonaro chegou a São Paulo no sábado (28) para participar do ato e ficou hospedado na ala residencial do Palácio dos Bandeirantes. Após a manifestação, a previsão era que ele retornasse a Brasília.
O ato foi o sétimo convocado por Bolsonaro desde que deixou a presidência. Segundo o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), o evento reuniu quatro governadores, sete senadores, 39 deputados federais e cinco estaduais.
Entre os presentes estavam os governadores Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG) e Jorginho Mello (SC), que se reuniram com Bolsonaro antes da manifestação. O governador Cláudio Castro (RJ) também era aguardado no local.