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Advogado da Assembleia de Deus no Ceará acusa pastor de saquear templo em disputa por poder

Antiga liderança da igreja retirou equipamentos do templo após perder controle por ordem judicial; advogado afirma que haverá responsabilização criminal.

Por Izael Nascimento • Publicado em 09/07/2025 às 00h23 • Atualizado em 09/07/2025 às 00h23
Igreja Assembleia de Deus em Iparaná - @Reprodução
Igreja Assembleia de Deus em Iparaná - @Reprodução

Uma disputa judicial envolvendo a Assembleia de Deus em Iparana, na região metropolitana de Caucaia (CE), escalou para um novo patamar de tensão após a divulgação de um vídeo em que o advogado da nova diretoria acusa a gestão anterior de saquear o templo principal e várias congregações ligadas ao campo.

A igreja vive um impasse desde que a Justiça determinou o cumprimento de uma sentença que devolveu o controle da instituição a uma diretoria anterior, afastando o então pastor-presidente. Segundo o advogado da nova gestão, os responsáveis pela liderança destituída retiraram do local cadeiras, púlpitos, ventiladores, instrumentos e até as chaves das igrejas, impossibilitando a entrada dos novos responsáveis.

Assista:

“Todos vão responder criminalmente por roubo”, diz advogado

No vídeo publicado em frente à igreja, o advogado afirma que os envolvidos responderão judicialmente por crimes como roubo e receptação. Ele cita diretamente o artigo 180 do Código Penal, que trata de quem adquire ou guarda bens provenientes de crime. Além disso, alertou que mandados de busca e apreensão estão sendo preparados para recuperar os objetos levados das igrejas.

“A igreja foi saqueada. Temos vídeos e testemunhas. Quem estiver com o material será enquadrado”, afirmou o advogado, mencionando que todos os dirigentes das congregações do campo estão sendo notificados. “Entreguem as chaves, ou sentirão o peso da Justiça”, completou.

A situação gerou indignação entre os membros e líderes locais. A nova diretoria, vinculada à Conadec (Convenção das Assembleias de Deus no Ceará), considera que houve abuso por parte da antiga gestão ao desrespeitar a ordem judicial. Já os membros ligados ao grupo destituído alegam que os bens foram adquiridos com recursos da própria comunidade, o que justifica a retirada.

Membros se dividem e disputam patrimônio

A confusão já resultou na divisão da igreja, com a fundação de novos espaços de culto por parte da liderança removida. No entanto, os materiais levados — como equipamentos de som e instrumentos — pertencem oficialmente à pessoa jurídica da igreja original, o que torna a retirada ilegal do ponto de vista jurídico.

Há relatos de que templos precisaram ser arrombados para garantir a entrada dos novos pastores nomeados pela diretoria vencedora na Justiça. A tensão aumentou com a possibilidade real de atuação policial nas congregações para recuperar os bens.



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