A exigência de pagamento para participar de uma cerimônia de batismo na Lagoinha Alphaville, liderada pelo pastor André Fernandes, gerou forte repercussão nas redes sociais e provocou reações até mesmo de líderes religiosos. Entre os que se manifestaram está a pastora Sarah Sheeva, que usou seu perfil para repreender publicamente a prática adotada pela igreja.
“Pastor André, eu gosto muito de você e da sua família, mas dessa vez não tem como te defender”, escreveu Sarah. Ela se referia à cobrança de R$ 80 por uma camiseta que, segundo a igreja, seria obrigatória para os batizandos. A pastora classificou a prática como injustificável: “Batismo não é entretenimento, é um mandamento. E deve ser gratuito. Nem valor simbólico se justifica.”
A polêmica começou após internautas denunciarem que a Lagoinha Alphaville só permite o batismo mediante a aquisição da camiseta. A última cerimônia contou com 1.700 batizandos, o que representaria R$ 136 mil arrecadados apenas com as camisetas. A situação repercutiu negativamente, levando André Fernandes a publicar um vídeo para se explicar.
Segundo o pastor, a igreja “nunca cobrou para batizar ninguém” e o valor é apenas para cobrir os custos do evento. Ele justificou que, para garantir segurança e excelência na organização, a estrutura do batismo inclui ambulância com UTI, equipe médica, som profissional, telões, filmagens e transmissão ao vivo para familiares.
“Sei que parece ridículo ter que justificar isso, mas somos atacados por textos mal escritos e falas de voluntários. Não se trata de cobrar pelo batismo em si, mas por tudo o que é necessário para que a experiência ocorra com segurança”, afirmou o líder da Lagoinha Alphaville.
Apesar das explicações, muitos internautas e líderes evangélicos continuam vendo a cobrança como uma barreira financeira injusta em um rito que, para a maioria das denominações cristãs, deve ser acessível a todos. Sarah Sheeva sugeriu que a solução seria simples: reduzir o número de participantes por cerimônia e aumentar a frequência dos batismos, garantindo a gratuidade da prática.