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Morte do pastor Cesino Bernardino, fundador dos Gideões, completa 9 anos

Pastor pentecostal e líder visionário, Cesino Bernardino morreu em 30 de julho de 2016, mas sua influência nas missões evangélicas continua presente no Brasil e no mundo.

Por Izael Nascimento • Publicado em 30/07/2025 às 15h14 • Atualizado em 30/07/2025 às 15h14
Pastor Cesino (In memoriam) (Reprodução)
Pastor Cesino (In memoriam) (Reprodução)

Nesta quarta-feira, 30 de julho de 2025, completam-se nove anos da morte do pastor Cesino Bernardino, um dos nomes mais influentes da história do pentecostalismo brasileiro. Fundador dos Gideões Missionários da Última Hora (GMUH), ele foi responsável por popularizar o trabalho missionário entre igrejas evangélicas, ampliando a presença brasileira em mais de 40 nações.

Cesino faleceu em 2016, aos 81 anos, após complicações pulmonares e renais. Estava internado na UTI do Hospital Santa Catarina, em Blumenau (SC), onde lutou por semanas antes de partir. Seu corpo foi velado e sepultado em Camboriú (SC), cidade que se tornou sinônimo de sua trajetória espiritual e onde permanece a sede dos Gideões.

Nascido em Imbituba (SC) em 1934, Cesino converteu-se ainda adolescente e logo se destacou como pregador. Em 1979, assumiu a liderança da Assembleia de Deus em Camboriú, então fragilizada espiritualmente e financeiramente. Foi nesse cenário que ele recebeu o que descreveu como uma revelação divina: transformar a igreja em um centro de envio missionário.

Assim nasceu o GMUH, com foco em enviar missionários para regiões de difícil acesso, especialmente em áreas de pobreza extrema, perseguição religiosa ou abandono espiritual. Desde então, milhares de pessoas foram alcançadas pelo evangelho em países da África, América do Sul, Ásia e interiores do Brasil.

Congresso dos Gideões e a força do legado

O ponto alto do trabalho de Cesino Bernardino era o Congresso dos Gideões, realizado anualmente em Camboriú. Com duração de quase duas semanas, o evento reúne pregadores, cantores e missionários de várias partes do país e do mundo. Em sua edição mais recente, em 2025, o congresso atraiu caravanas de mais de 20 estados e contou com transmissão ao vivo para diversos países.

Mesmo após sua morte, o nome de Cesino permanece associado à visão missionária que ele ajudou a consolidar. Sua frase mais famosa — “Missões se fazem com os pés dos que vão, os joelhos dos que oram e as mãos dos que contribuem” — continua estampada em camisetas, faixas e redes sociais de ministérios missionários em todo o Brasil.

Em 2023, a Editora Mundo Cristão lançou a biografia “Cesino Bernardino – A saga de um missionário”, escrita a partir de entrevistas feitas pouco antes de sua morte. A obra narra sua infância humilde, o surgimento do GMUH, testemunhos sobrenaturais e bastidores do maior congresso missionário do Brasil.

O reconhecimento ao seu trabalho também veio em vida. Em 2012, Cesino chegou a ser indicado ao Prêmio Nobel da Paz, e em 2024 foi homenageado com a inauguração do Parque Cesino Bernardino, espaço ecológico em Camboriú que leva seu nome e preserva sua memória.



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