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Maçonaria lamenta morte do pastor Gedelti Gueiros

Fundador da Igreja Cristã Maranata é homenageado por Grande Loja Maçônica capixaba, que destacou seu legado como missionário e defensor da família

Por Izael Nascimento • Publicado em 05/07/2025 às 23h35
Pastor Gedelti Gueiros homenageado pela maçonaria - @Reprodução
Pastor Gedelti Gueiros homenageado pela maçonaria - @Reprodução

A Grande Loja Maçônica do Estado do Espírito Santo publicou, neste sábado (5), uma nota oficial de pesar lamentando a morte do pastor Gedelti Victalino Gueiros, fundador da Igreja Cristã Maranata. A homenagem surpreendeu parte da comunidade evangélica e gerou uma onda de especulações nas redes sociais sobre uma possível ligação entre o líder religioso e a maçonaria.

No comunicado, a entidade maçônica declarou:

“A Grande Loja Maçônica do Estado do Espírito Santo manifesta, com profundo pesar, suas condolências a toda a comunidade da Igreja Cristã Maranata pelo falecimento do Pastor Gedelti Gueiros, um de seus fundadores.

Pastor Gedelti foi um grande missionário da fé e defensor dos valores da família, e será sempre lembrado por seu legado. Descanse em paz!”

A publicação rapidamente ganhou destaque no Instagram e em outras plataformas. Comentários como “Gostaria de saber se Gedelti era maçom” e “Gedelti era maçom ou tinha alguma ligação com a maçonaria???” se multiplicaram, refletindo a curiosidade e o estranhamento do público evangélico.

Frases típicas do vocabulário maçônico também apareceram entre as mensagens, como:

“Que o Grande Arquiteto do Universo o receba no Oriente Eterno.”

“Partiu ao Oriente Eterno. Deixou um legado de justiça e perfeição.”

Essas expressões, comuns em rituais e homenagens da maçonaria, intensificaram os questionamentos. Alguns fiéis da Maranata demonstraram surpresa com a citação, enquanto outros se limitaram a prestar condolências pela morte do pastor, ocorrida aos 93 anos.

Igreja não comentou nota da Maçonaria, e vínculo permanece incerto

Até o momento, a Igreja Cristã Maranata não se manifestou sobre a nota da Grande Loja Maçônica, tampouco confirmou qualquer tipo de relação formal entre Gedelti Gueiros e a instituição. O silêncio alimenta ainda mais as dúvidas de membros e ex-membros da igreja, que sempre teve forte posicionamento conservador e, historicamente, distante da maçonaria.

A repercussão ganhou ainda mais força devido ao uso de termos e símbolos que tradicionalmente não fazem parte do vocabulário evangélico. A expressão “Oriente Eterno”, por exemplo, é empregada na maçonaria para se referir à passagem para o além.

Embora a nota possa ter sido apenas uma homenagem institucional pelo reconhecimento público do pastor, a falta de esclarecimentos até agora deixa em aberto a possibilidade de um vínculo menos conhecido — ou mesmo simbólico — entre Gedelti e a maçonaria.



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