O clima na sede da Assembleia de Deus Belém, em São Paulo, é de tensão. Segundo relatos obtidos pelo Fuxico Gospel, o pastor Antônio Carlos, dirigente setorial de Itapevi, teria protagonizado um episódio violento durante uma reunião interna da convenção, ocorrida na semana passada.
Durante o encontro, realizado para tratar da troca de dirigentes de setores, o pastor teria se exaltado após ser informado que seria removido do setor 37. Ao reagir à mudança, teria agredido verbalmente a deputada estadual Marta Costa, filha do pastor José Wellington.
De acordo com fontes ligadas à denominação, Marta Costa tentou interceder a favor da decisão da cúpula, defendendo o posicionamento do pastor José Wellington — o que teria gerado a reação agressiva de Antônio Carlos.
Testemunhas relatam que ele partiu para cima da deputada com empurrões, chegando a usar uma bengala que seria do pai da parlamentar para ameaçar atingi-la fisicamente. A informação circula entre diversos líderes da convenção e foi confirmada de forma independente por membros que acompanham as movimentações da liderança.
A situação teria ficado ainda mais grave após a descoberta de que Antônio Carlos recebe dois salários de R$ 14 mil — um como setorial e outro da sede — além de R$ 1.600 mensais em auxílio combustível e um pedido de R$ 70 mil para realização de um aniversário.
Possível medida protetiva e reação nos bastidores
Após o episódio, circula entre os pastores da igreja a informação de que uma medida protetiva pode ter sido solicitada pela deputada Marta Costa, embora até o momento não haja confirmação oficial. A direção da Assembleia de Deus Belém ainda não se pronunciou publicamente sobre o caso, mas o clima entre os obreiros é de indignação.
“Só se fala nisso na igreja”, disse um interlocutor à reportagem. Segundo ele, a troca de liderança no setor 37 deve ser oficializada após a realização da Santa Ceia do dia 1º.
Enquanto não se decide o que fazer com o pastor Antônio Carlos, o pastor José Wellington determinou que ele tirasse férias.