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Pastor que confessou adultério teria emitido notas fiscais milionárias para igreja, diz site

Airton Novaes renunciou ao cargo após o escândalo, mas novas denúncias geram polêmica na igreja

Por Caio Rangel • Publicado em 07/07/2025 às 10h47
Pastor Airton Novaes (Reprodução)

O portal Fala Farizeu resgatou um vídeo de 2021 que voltou a circular nas redes sociais nesta semana, trazendo à tona declarações do pastor Airton Novaes durante uma pregação em que ele afirmava não receber salário da igreja. “Eu nem trabalho… nem tenho salário”, disse o líder religioso na ocasião.

Airton Novaes ganhou repercussão nacional recentemente após renunciar ao cargo de pastor na Igreja Imagem e Semelhança, em Joinville (SC), ao confessar publicamente um caso de adultério. Desde então, está afastado de suas funções ministeriais.

Contudo, segundo informações obtidas pelo Fala Farizeu, a realidade financeira do pastor parece não condizer com o que foi dito no púlpito. Fontes ligadas à própria igreja informaram que existem diversas notas fiscais emitidas pela empresa de Airton, cobrando valores que variam entre R$ 15 mil e mais de R$ 80 mil. Em alguns casos, os valores ultrapassam R$ 100 mil, conforme registros disponíveis no portal da prefeitura.

Essas novas informações reacendem a polêmica envolvendo o pastor, ampliando os questionamentos sobre sua postura e transparência ministerial diante da igreja e do público que o acompanha.

Fieis e internautas têm repercutido o caso com indignação nas redes sociais, criticando a diferença entre o discurso público do pastor e os valores cobrados por sua empresa. Alguns usuários classificam a situação como “hipocrisia espiritual” e cobram esclarecimentos sobre a relação financeira mantida entre o líder e a igreja.

A equipe de reportagem tentou contato com Airton Novaes para esclarecimentos sobre as cobranças emitidas por sua empresa, mas até o momento não obteve resposta.

Nos bastidores, membros da igreja relatam que a revelação sobre as notas fiscais gerou grande decepção entre fiéis, principalmente pela imagem de humildade que o pastor transmitia em suas pregações. Alguns apontam que a liderança da igreja já tinha conhecimento dessas cobranças, mas preferiu manter o silêncio para evitar escândalos internos.

Além disso, o caso reacende discussões sobre a transparência financeira de ministérios evangélicos no Brasil, especialmente quando envolvem empresas pessoais de líderes religiosos contratadas pelas próprias igrejas. Especialistas em direito religioso afirmam que, apesar de não configurar ilegalidade se devidamente declarado, a prática levanta questões éticas sobre o uso de recursos de ofertas e dízimos para pagamento de empresas ligadas aos pastores.


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