Igreja

Quem é Alexandre Gueiros, o diplomata que assumiu a presidência da Igreja Cristã Maranata

Com histórico na diplomacia brasileira e fortes laços familiares com os fundadores da instituição, Alexandre Gueiros assume interinamente o comando da Igreja Cristã Maranata.

Por Izael Nascimento • Publicado em 05/07/2025 às 15h27 • Atualizado em 05/07/2025 às 15h34
Alexandre Gueiros, novo presidente da Igeja Cristã Maranata- @Reprodução
Alexandre Gueiros, novo presidente da Igeja Cristã Maranata- @Reprodução

Alexandre Ruben Milito Gueiros nasceu em 11 de julho de 1948, em Recife (PE). Formado em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e diplomata de carreira formado pelo Instituto Rio Branco, construiu uma trajetória sólida no Itamaraty desde 1971. Atuou em cargos de destaque como cônsul-geral adjunto em Chicago, ministro-conselheiro em Lisboa e Dublin, e embaixador do Brasil na Jamaica entre 2007 e 2019, quando se aposentou.

Com a morte de Gedelti Gueiros em julho de 2025, Alexandre assumiu a presidência da Igreja Cristã Maranata, conforme determina o estatuto da instituição. Ele já ocupava o cargo de vice-presidente desde 2019 e era o sucessor natural em caso de falecimento do então líder.

A nomeação segue um padrão de sucessão familiar observado desde a fundação da igreja, conforme destacou o pastor Júnior Magalhães, vice-presidente da Associação Amaivos, em entrevista ao canal Fuxico Gospel. Alexandre é sobrinho de Gedelti e casado com a filha do pastor Edward Dodd, que presidiu a igreja entre 1986 e 2007.

Sucessão marcada por laços familiares e ausência de eleições

A sucessão de liderança na Igreja Cristã Maranata tem sido marcada historicamente por vínculos familiares e não por processos eleitorais abertos. O primeiro presidente foi Manoel dos Passos Barros, sogro de Gedelti. Em seguida, Edward Dodd — cunhado de Gedelti e formado em teologia pela Universidade de Chicago — assumiu a presidência, seguido pelo próprio Gedelti Gueiros, que esteve à frente da denominação por décadas.

Alexandre Gueiros, agora presidente, representa a continuidade dessa linhagem familiar no comando da instituição. Segundo o estatuto da igreja, ele pode permanecer no cargo por até 90 dias, até que o Conselho Presbiteral defina oficialmente a nova presidência — algo que, na prática, pode significar sua efetivação.

Apesar de não ter envolvimento direto com a teologia ou com o ensino bíblico dentro da igreja, Alexandre é descrito como uma pessoa de conduta irrepreensível, sem histórico de escândalos e com uma carreira pública respeitada. “Não há nada que desabone sua conduta profissional ou pessoal”, afirmou o pastor Júnior Magalhães, que acompanha de perto os desdobramentos internos da Maranata.

A ascensão de Alexandre também evidencia o caráter vitalício e centralizador da liderança na denominação, que difere de modelos mais democráticos encontrados em outras igrejas reformadas. Segundo a entrevista, a igreja não possui convenções com voto aberto para escolha de presidentes, o que reforça a concentração de poder em membros da mesma família.

A expectativa agora gira em torno do posicionamento do Conselho Presbiteral, que poderá formalizar o nome de Alexandre Gueiros como o quarto presidente da história da instituição — mantendo a gestão da Maranata sob o mesmo núcleo familiar fundacional.



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