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Após transição de gênero, ex-Jotta A elogia pai por reconhecê-la como mulher

Ella Viana relatou que o pai, mesmo sendo de outra geração, respeita sua identidade de gênero

Por Caio Rangel • Publicado em 12/08/2025 às 11h56
Ella Viana (Reprodução)

A cantora Ella Viana, anteriormente conhecida como Jotta A e ex-artista do cenário gospel, emocionou seus seguidores ao publicar uma homenagem ao pai, de 89 anos, nas redes sociais. A visita aconteceu no último domingo (10), durante a comemoração do Dia dos Pais, e foi marcada por demonstrações de afeto e acolhimento.

Em vídeos compartilhados, o idoso aparece abraçando e beijando a filha, chamando-a carinhosamente de “menina do céu”. A recepção calorosa motivou Ella a fazer uma reflexão pública sobre respeito e tratamento digno.

Segundo a cantora, o relacionamento com o pai serve como parâmetro para suas próprias expectativas:
” Meu pai, mesmo sendo de uma geração machista, me trata como a mulher que me tornei há dois anos, depois da minha transição. Ele me respeita e me apoia, e por isso não aceito ser maltratada por ninguém”,  declarou.

Ella ressaltou que muitas mulheres trans não recebem o mesmo apoio e respeito que ela teve a felicidade de encontrar dentro de casa.

Transição e ativismo

A artista iniciou sua transição de gênero em 2022, dois anos após deixar a música gospel. Em fevereiro de 2023, oficializou no registro civil seu nome e gênero, passando a se chamar Ella Viana de Holanda. Desde então, utiliza suas redes sociais para compartilhar experiências, esclarecer dúvidas e promover debates sobre a vivência trans.

“É uma realização muito significativa para mim. Desde criança, eu não me reconhecia no corpo que tinha, mas só na vida adulta, com acompanhamento psicológico e psiquiátrico, pude compreender minha disforia de gênero. Hoje, me sinto conectada comigo mesma”,  disse na época.

Ella também destacou que a cirurgia de redesignação sexual foi um passo essencial em seu processo pessoal, mas lembrou que não é uma etapa obrigatória para todas as pessoas trans.

“Nem todas as pessoas trans precisam ou desejam passar por essa cirurgia, mas para quem, como eu, tem disforia de gênero, é algo transformador”, explicou.



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