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Canal revela provas que colocam em xeque cura milagrosa contada por Miguel Oliveira

Repercussão expõe fragilidade de relatos sensacionalistas usados nas igrejas onde ele ministra

Por Caio Rangel • Publicado em 11/08/2025 às 11h49 • Atualizado em 11/08/2025 às 12h10
Miguel Oliveira (Reprodução)
Miguel Oliveira (Reprodução)

Há poucos meses, o canal Eu, Você e a Palavra divulgou uma apuração exclusiva que abalou os bastidores do cenário evangélico. O foco da investigação foi a história do jovem pregador Miguel Oliveira, que ganhou notoriedade ao relatar que nasceu surdo, mudo, sem cordas vocais e com 80% da visão comprometida, sendo supostamente curado de forma milagrosa no dia em que completou três anos de idade.

No entanto, documentos, imagens e vídeos obtidos pela reportagem do canal indicam que a narrativa não condiz com a realidade. Registros feitos antes dos dois anos de idade mostram Miguel interagindo normalmente, ouvindo, falando e com saúde aparente, o que contraria diretamente a versão divulgada em igrejas e programas de entrevista.

A investigação também questionou outra parte do relato: o suposto câncer de sua mãe, Érica de Jesus Oliveira. Segundo a história contada ao público, um “laboratório de exames oncológicos” teria feito parte do diagnóstico. Entretanto, apurações apontam que o local mencionado tratava-se apenas de uma clínica de coleta de sangue, fezes e urina, sem qualquer vínculo com exames oncológicos especializados.

A reportagem ainda identificou que, por trás da promoção da história, estavam a própria mãe, Érica, e o pai, Marcelo Dias, acusado de omissão. Após a publicação das revelações, a reação da família não veio com documentos que comprovassem a veracidade do testemunho, mas com ameaças e tentativas de censura.

Miguel passou a usar as redes sociais para advertir que processaria qualquer página que utilizasse sua imagem, justificando ser protegido por lei como menor de idade. No entanto, ele já é um adolescente, figura pública, com contratos de agenda e assessoria profissional.

Paralelamente, apurações de bastidores apontam que Érica teria telefonado para diversos canais e podcasts exigindo a remoção completa do vídeo do testemunho. A atitude, vista como uma ingratidão por parte de quem impulsionou sua história, gerou constrangimento entre apresentadores que anteriormente abriram espaço para a narrativa, hoje considerada cheia de contradições.

Relatos adicionais afirmam que a mãe chegou a fazer ameaças diretas a produtores e apresentadores caso o conteúdo não fosse retirado do ar, intensificando ainda mais a polêmica em torno do caso.

Clique aqui para assistir a denúncia do Canal Eu, Você e a Palavra

 



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