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Pastor Océlio vira alvo de tentativa de golpe na Comiadepa

O clima de tensão expôs bastidores de rivalidade, cartas públicas e acusações de golpe na disputa interna entre líderes da convenção.

Por Izael Nascimento • Publicado em 17/08/2025 às 20h51
Pastor Océlio Nauar - @Reprodução
Pastor Océlio Nauar - @Reprodução

A disputa pelo comando da Comiadepa ganhou contornos de guerra política e expôs uma crise que vai além da missão espiritual da convenção. O alvo principal é o pastor Océlio Nauar, atual presidente em exercício, que se tornou centro de uma ofensiva marcada por cartas públicas, ataques em redes sociais e articulações de bastidores.

O que deveria ser um espaço voltado ao evangelho acabou transformado em terreno de disputa por cargos e poder. A situação se agravou após a entrada em cena do pastor Jaime, opositor que busca assumir a liderança. Em uma estratégia que já havia sido utilizada no passado, ele lançou mão de uma carta aberta à comunidade, buscando mobilizar apoios e pressionar a diretoria.

Desta vez, no entanto, a reação foi diferente. A base da convenção se movimentou em defesa da atual presidência, tentando conter o avanço de um processo que, segundo fontes próximas, poderia até mesmo resultar no afastamento administrativo de Océlio. O detalhe que chamou atenção é que a condução desse processo estaria nas mãos de aliados diretos do próprio opositor, levantando suspeitas de favorecimento.

Nos bastidores, a narrativa de um “golpe da fé” ganhou força. Pastores relatam que o grupo rival articula uma manobra para retirar Océlio Nauar do cargo sem recorrer ao voto direto da assembleia. Essa possibilidade gerou revolta entre apoiadores, que enxergam a ação como uma tentativa de tomar o poder a qualquer custo.

As redes sociais se tornaram palco dessa disputa. De um lado, apoiadores de Océlio denunciam perseguição e acusam o rival de transformar a convenção em palco político. De outro, opositores reforçam críticas à condução da atual gestão, argumentando que mudanças seriam necessárias para “resgatar a missão espiritual” da entidade.

A polarização cresceu a ponto de arrastar outros líderes para o centro do conflito, tornando a crise ainda mais visível. Muitos pastores que preferiam manter-se distantes das disputas acabaram expostos e pressionados a tomar partido.

Enquanto a base se mantém mobilizada em defesa da continuidade da gestão de Océlio, o grupo opositor segue tentando pressionar a diretoria. A sensação é de que, independentemente do desfecho, a convenção sai fragilizada diante da exposição pública da disputa.

Fontes ligadas ao processo afirmam que novas movimentações devem ocorrer nos próximos dias, incluindo reuniões internas e possíveis medidas judiciais para contestar qualquer tentativa de afastamento irregular. “O golpe pode até estar armado, mas não será fácil colocá-lo em prática”, declarou um pastor que acompanha as negociações de perto.



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