A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) anunciou nesta quarta-feira (27) que foi diagnosticada com câncer. O comunicado foi feito durante reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado, que ela preside. Emocionada, a parlamentar disse que tornar público o diagnóstico foi uma decisão difícil.
“Há um mês recebi a notícia de que estou com câncer. Hoje tive coragem de falar disso abertamente. É um anúncio que requer muita força”, afirmou.
De acordo com a senadora, o diagnóstico aconteceu em 18 de julho. Em menos de três semanas, ela conseguiu realizar todos os exames necessários, incluindo biópsias e ressonâncias, e passou por cirurgia.
Ela contou que, mesmo após a operação, não se afastou do mandato por completo. Cinco dias depois do procedimento, já havia voltado ao Senado, mesmo ainda sentindo dores.
“Foi difícil não abraçar meus colegas durante a recuperação, mas o diagnóstico precoce fez toda a diferença”, disse.
Segundo informações de bastidores, o tipo identificado seria câncer de mama, embora a senadora não tenha citado a doença de forma específica em sua fala.
Na mesma declaração, Damares revelou que o próximo passo do tratamento será a radioterapia, que terá início na próxima semana. Apesar da rotina desgastante, a senadora afirmou estar otimista quanto à recuperação.
“Estou declarando vitória e tenho fé de que já estou curada”, disse, ao reforçar sua confiança no processo médico e em sua fé pessoal.
Impacto político e mensagens de apoio
O anúncio interrompeu a sessão da comissão, já que a senadora relatou estar em seu “limite físico”. Colegas de plenário demonstraram solidariedade e destacaram a importância do diagnóstico precoce, uma bandeira frequentemente defendida por Damares em pautas de saúde preventiva.
Nas redes sociais, o comunicado gerou grande repercussão. Seguidores e apoiadores enviaram mensagens de incentivo, citando a coragem da parlamentar ao expor sua condição de saúde em público e ressaltando sua postura de fé.
Damares Alves foi ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos no governo Jair Bolsonaro e está em seu primeiro mandato no Senado, eleito em 2022.