Política

De rivais a aliados: Nikolas sai em defesa de Malafaia após investigação da PF

Apesar de divergências em 2024, o deputado disse que o pastor não deveria ser tratado como alvo político

Por Caio Rangel • Publicado em 18/08/2025 às 08h29 • Atualizado em 18/08/2025 às 08h32
Nikolas Ferreira (Reprodução)

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) manifestou apoio ao pastor Silas Malafaia depois que ele foi incluído no inquérito da Polícia Federal que investiga a suposta tentativa de obstrução de Justiça atribuída a Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

Apesar da defesa pública, Nikolas e Malafaia já viveram um atrito político. Durante a disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2024, divergiram sobre os rumos da eleição.

Defesa nas redes sociais

Por meio de um vídeo publicado no Instagram, o parlamentar pediu que os seguidores priorizassem a mensagem em vez do mensageiro. Em seguida, criticou o que chamou de perseguição:
“Silas não é deputado, não é senador. Ele é pastor. Daqui a pouco não vai sobrar nenhuma voz aqui no nosso país. Esse é o caminho da democracia? Não acredito que seja”, declarou Nikolas.

Desavença no passado

O desentendimento entre os dois ocorreu no pleito municipal de 2024. À época, Nikolas afirmou que o então candidato à reeleição Ricardo Nunes (MDB) fazia parte do “sistema”, elogiando o adversário Pablo Marçal.

A fala desagradou Malafaia, que, sem citar o deputado diretamente, rebateu em vídeo. O pastor declarou que, “por consideração a Bolsonaro”, Nikolas deveria “ter ficado de boca fechada”. Tanto Malafaia quanto Jair Bolsonaro apoiaram a candidatura de Nunes naquele pleito.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou a inclusão do líder religioso no inquérito, alegando que sua atuação teria ligação direta com tentativas de influenciar o andamento do processo. A Polícia Federal informou que não comenta investigações em curso.

O procedimento investiga crimes como coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Caso seja indiciado, Malafaia poderá enfrentar consequências jurídicas e políticas que vão muito além da repercussão já provocada pela investigação.

Se a denúncia for aceita, Malafaia passará da condição de investigado para réu, o que implica em uma nova fase processual com produção de provas, oitivas de testemunhas e possibilidade de medidas cautelares, como restrição de viagens ou bloqueio de bens.



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