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O que Edir Macedo e Hytalo Santos têm em comum?

De Andressa Urach à Pastora do Pix, casos envolvendo fé e escândalos expõem a hipocrisia do meio evangélico.

Por Izael Nascimento • Publicado em 20/08/2025 às 11h37
Hytalo Santos e Edir Macedo - @Reprodução
Hytalo Santos e Edir Macedo - @Reprodução

Nos últimos dias, o nome de Hytalo Santos — influenciador digital que acumulava milhões de seguidores — estourou nas manchetes após sua prisão sob acusações de exploração infantil e tráfico de pessoas. A detenção trouxe à tona não apenas a gravidade das suspeitas, mas também as conexões do influenciador com o meio evangélico, especialmente por ter presenteado uma igreja à pastora Renallida Lima, conhecida como “Pastora do Pix”.

A relação de Hytalo com líderes religiosos, que antes celebravam sua proximidade, agora é praticamente negada. Esse movimento de “abraçar quando convém e descartar quando pega mal” não é novidade no universo gospel. E é aqui que surge a pergunta: o que Hytalo Santos e Edir Macedo têm em comum?

O bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), construiu um império bilionário a partir do discurso de transformação de vidas. Entre os casos mais midiáticos, está o de Andressa Urach, ex-modelo e ex-vice Miss Bumbum.

Durante anos, Urach foi usada como testemunho vivo da “mudança de vida” promovida pela IURD. Apareceu em programas de TV, cultos e eventos, narrando como havia abandonado a prostituição e o universo da sensualidade para seguir uma vida dedicada a Deus. Porém, ao romper com a igreja, voltou ao mesmo cenário que dizia ter deixado — hoje produzindo conteúdos adultos e assumindo publicamente práticas que antes renunciava.

A história revela o mecanismo: enquanto a narrativa era útil para o marketing religioso, Urach foi exaltada. Quando a imagem deixou de servir, veio o abandono e até a rejeição.

O mesmo padrão pode ser observado no caso de Hytalo Santos. O influenciador era festejado no meio gospel, especialmente por ações como a doação de uma igreja a Renallida Lima. Sua imagem de sucesso digital era aproveitada por líderes religiosos que buscavam aproximação com o público jovem.

Mas, com a prisão e as denúncias de crimes graves, o cenário mudou. Os mesmos que usufruíram de sua fama agora preferem se calar ou até negar qualquer vínculo. O contraste entre a exaltação do passado e o silêncio do presente escancara a hipocrisia de setores evangélicos, que usam figuras públicas enquanto são convenientes e descartam quando viram peso.

O elo entre Edir Macedo e Hytalo Santos

O ponto em comum entre Edir Macedo e Hytalo Santos não está em suas trajetórias pessoais, mas na forma como expõem uma mesma lógica do mercado da fé:

  • Histórias humanas são transformadas em vitrine — seja a de Andressa Urach para atrair fiéis, seja a de Hytalo Santos para dar prestígio digital.
  • O discurso de mudança é usado como marketing — mas quando as contradições aparecem, a narrativa desmorona.
  • A hipocrisia religiosa prevalece — líderes abraçam pessoas enquanto podem explorar sua imagem, mas se afastam quando escândalos ameaçam a reputação da instituição.

No fim, tanto no caso da Universal quanto nas conexões de Hytalo com líderes evangélicos, a lógica é a mesma: a fé serve como produto, e as pessoas, como peças descartáveis de uma engrenagem lucrativa.



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