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Pastor diz que mulheres que praticam Muay Thai “estão andemoniadas”

Religioso afirmou em vídeo que lutas não são apropriadas para fiéis, mas defendeu musculação e exercícios aeróbicos

Por Caio Rangel • Publicado em 19/08/2025 às 09h02
Pastor Jecer Góes (Reprodução)

O pastor Jecer Góes, líder da Assembleia de Deus Ministério Canaã, em Fortaleza (CE), voltou a ser assunto nas redes sociais após a divulgação de um vídeo no último domingo (18). Na gravação, o religioso critica mulheres que praticam artes marciais, em especial o Muay Thai, chegando a direcionar o comentário a esposas de pastores e frequentadoras da igreja.

Durante o discurso, Góes afirmou não ter objeções quanto à prática de musculação ou atividades aeróbicas, mas rejeitou o envolvimento feminino com lutas. “Esse negócio de Muay Thai é encher de tabefe, de murro.Tá endemoniada. Acho que é pra dar no marido”, declarou em tom de reprovação, provocando risos entre alguns presentes.

As falas logo repercutiram na internet, onde foram classificadas como machistas e preconceituosas. Muitos usuários defenderam o direito das mulheres de escolherem qualquer modalidade esportiva, lembrando que, além de benefícios físicos e psicológicos, as artes marciais representam também uma ferramenta de autodefesa contra situações de violência.

Especialistas em educação física e artes marciais também reagiram. Para eles, declarações como a do pastor reforçam estereótipos ultrapassados e minimizam o papel transformador do esporte. Segundo profissionais da área, o Muay Thai, assim como outras modalidades, ajuda a desenvolver disciplina, autocontrole e confiança, sendo cada vez mais buscado por mulheres em todo o Brasil.

Outro ponto levantado nas redes foi a contradição entre o discurso religioso e a realidade enfrentada por muitas mulheres evangélicas. Diversos comentários ressaltaram que, em um país onde os índices de violência doméstica ainda são alarmantes, práticas como o Muay Thai podem oferecer não apenas saúde, mas também proteção e empoderamento.

Apesar da repercussão negativa, o pastor Jecer Góes não se retratou publicamente até o momento. Para parte dos fiéis, a fala foi apenas uma opinião pessoal; já para outros, trata-se de um reflexo de como o machismo ainda encontra espaço dentro de alguns púlpitos evangélicos.

Clique aqui para assistir ao vídeo



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