O pastor Silas Malafaia, um dos principais articuladores das manifestações bolsonaristas na Avenida Paulista, em São Paulo, afirmou que não permitirá mais a presença de bandeiras americanas nos atos que organizar. A decisão veio após a polêmica gerada no protesto do último domingo (7), quando uma bandeira dos Estados Unidos foi estendida durante o evento.
Malafaia classificou o episódio como “um absurdo” e levantou suspeitas de que a ação poderia ter sido promovida por militantes de esquerda infiltrados, com o objetivo de desmoralizar a manifestação.
“Nas próximas manifestações que eu coordenar, não vai ter nenhuma bandeira americana estendida na plateia. Eu não sei se foram bolsonaristas desavisados ou esquerda infiltrada. Mas aquilo foi um absurdo”, declarou.
Foco na anistia a Bolsonaro
O pastor reforçou que o tema central das manifestações não deve ser desviado por símbolos estrangeiros. Segundo ele, o movimento tem como prioridade a defesa da anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
“Reprovo 1000%. Não tem nada a ver com o americano. Aquilo é independência, é Brasil, povo brasileiro. O foco é quem é a favor da anistia, quem é contra. As manifestações a favor da anistia foram grandiosas”, afirmou.
Críticas à esquerda e defesa do simbolismo nacional
Malafaia também reagiu às críticas de parlamentares petistas, como Lindbergh Farias (RJ), que ironizaram a presença da bandeira americana em um ato pró-Bolsonaro. Para o pastor, a esquerda não teria legitimidade para questionar o episódio.
“Que moral tem o líder do PT para criticar isso? Em todas as manifestações do PT, desde que eles existem, é o vermelho da bandeira comunista. Até ontem, estavam todos vestidos de vermelho nas ruas de São Paulo. Não têm moral nenhuma”, rebateu.
O religioso finalizou garantindo que, em futuros protestos, somente símbolos nacionais terão espaço: “As bandeiras que serão exaltadas serão as do Brasil.”