A 13ª Assembleia Geral Ordinária da Convenção Nacional das Assembleias de Deus reuniu centenas de pastores e líderes evangélicos em Brasília, na Catedral Baleia, um dos templos mais conhecidos da capital. O encontro, realizado em setembro, discutiu pautas internas da igreja e também contou com a participação de autoridades políticas.
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), aproveitou o momento para pedir que os fiéis intercedessem pela saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O pedido ganhou destaque dentro da programação oficial da convenção, mostrando a força do diálogo entre a política e as lideranças evangélicas.
“Quero pedir ao pastor que faça uma oração pelo nosso presidente Bolsonaro, que atravessa uma fase muito difícil, não apenas pela condenação e prisão, mas também pelos problemas de saúde que tem enfrentado”, declarou Ibaneis.
Igreja em destaque e presença política
A Assembleia de Deus mantém uma das maiores convenções do país, com forte influência na política nacional. O evento em Brasília reforçou a capacidade da denominação de mobilizar líderes de todo o Brasil e de atrair figuras públicas.
A vice-governadora Celina Leão (PP-DF) também participou do encontro e fez críticas à esquerda, afirmando que propostas como legalização do aborto e das drogas vão contra os princípios defendidos pela igreja. Para ela, os fiéis devem manter posição firme nas eleições.
“Crente não pode votar na esquerda, porque a esquerda prega tudo aquilo que nós somos contrários”, disse Celina.
Situação de Bolsonaro e apoio evangélico
O ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e foi internado duas vezes em setembro, apresentando sintomas como vômitos e dificuldade para respirar. Ele recebeu alta médica, mas familiares e aliados relatam que o estado de saúde ainda inspira cuidados.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os filhos Flávio e Carlos também pediram orações públicas pelo ex-presidente. Dentro da Assembleia de Deus, o apoio a Bolsonaro permanece forte, e o pedido feito por Ibaneis durante a convenção reforça a conexão entre o campo evangélico e o ex-mandatário.
A 13ª AGO da Convenção Nacional das Assembleias de Deus, marcada por discursos religiosos e políticos, consolidou mais uma vez o espaço da igreja como ator relevante não apenas no campo espiritual, mas também no cenário público brasileiro.