A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, esteve no último domingo (21) em um culto na Abyssinian Baptist Church, no bairro do Harlem, em Nova York. A visita ocorre em meio à agenda da Assembleia Geral da ONU e foi interpretada como mais um gesto de aproximação com o público evangélico, segmento com o qual o governo tem buscado diálogo nos últimos meses mas segue sem o sucesso desejado.
Durante a celebração, o pastor Kevin R. Johnson apresentou Janja aos fiéis, chamando-a pelo nome completo e pedindo que ela se levantasse. A primeira-dama, junto com outros integrantes da comitiva brasileira, recebeu aplausos da comunidade. O pastor destacou que a presença dela estava ligada ao compromisso oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que fará o discurso de abertura da Assembleia da ONU nesta terça-feira (23).
“Rezamos para que seja um encontro produtivo, o melhor possível, considerando as notícias recentes. Sabemos que o presidente Silva fará um discurso forte”, disse Johnson, que também relatou ter conversado com Janja antes do culto. Segundo ele, a primeira-dama afirmou sentir-se conectada aos cristãos no Brasil e expressou o desejo de participar de uma celebração em uma igreja batista nos Estados Unidos.
Nas redes sociais, Janja compartilhou registros da visita e destacou o “simbolismo” do momento. “Senti-me profundamente tocada pelas palavras do reverendo, que reforçou a importância de não se calar diante dos desafios atuais. Agradecida por esse domingo de louvor e muito simbolismo em uma igreja histórica”, escreveu.
Fundada em 1808, a Abyssinian Baptist Church nasceu como protesto contra a segregação racial em outros templos da época. Ao longo dos séculos, tornou-se um espaço central para o movimento abolicionista e para a luta em defesa dos direitos civis da população negra nos Estados Unidos, consolidando-se como uma das igrejas mais influentes do país.

