Pastor

Malafaia diz que não vai assistir julgamento de Bolsonaro no STF

Pastor declarou acreditar que a decisão já está tomada e que só uma “intervenção divina” pode mudar o resultado

Por Caio Rangel • Publicado em 02/09/2025 às 11h16
Pastor Silas Malafaia em vídeo que evita criticar Donald Trump - @Reprodução
Pastor Silas Malafaia em vídeo que evita criticar Donald Trump - @Reprodução

O pastor Silas Malafaia afirmou que não pretende acompanhar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), marcado para esta terça-feira (02) no Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao portal Metrópoles, ele declarou acreditar que a condenação do ex-mandatário já estaria definida.
 “Já sei a sentença. Bolsonaro já foi julgado e condenado. Só uma intervenção divina pode mudar algo, porque, se depender da justiça dos homens, Bolsonaro já está condenado”, disse.

Medidas cautelares contra Malafaia

O pastor também é alvo das investigações. No dia 20 de agosto, o ministro Alexandre de Moraes determinou medidas cautelares contra ele, incluindo a apreensão de seu celular pela Polícia Federal (PF), proibição de deixar o país e de manter contato com outros investigados do chamado núcleo 1 da ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado.

Além disso, Moraes autorizou a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico de equipamentos apreendidos, medida que amplia o alcance das investigações sobre o líder religioso.

O julgamento

O processo envolve Bolsonaro e outros sete réus, acusados de integrar o núcleo central da tentativa de golpe após as eleições de 2022. O julgamento será conduzido pela Primeira Turma do STF.

Segundo estimativas baseadas na legislação penal, as penas aplicáveis podem chegar a 43 anos de prisão, a depender da gravidade da participação de cada acusado.

O ex-presidente não deve comparecer presencialmente nesta terça-feira. Ele e os demais réus acompanharão a sessão de forma remota. O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes, e a condução dos trabalhos ficará a cargo do presidente da Turma, ministro Cristiano Zanin.

Próximos passos

Caso haja condenação, os ministros fixarão as penas individualmente. Entretanto, o cumprimento só ocorrerá após o trânsito em julgado, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recurso.

A fala de Malafaia repercutiu entre apoiadores de Bolsonaro, que reforçaram críticas ao STF, e opositores, que enxergaram a declaração como tentativa de deslegitimar o processo judicial antes mesmo de seu início.

 

 



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