Brasil

Michelle Bolsonaro reclama de restrições a cultos em sua casa e fala em perseguição religiosa

Ex-primeira-dama disse que medidas judiciais a impedem de realizar cultos e orações em sua própria casa

Por Caio Rangel • Publicado em 08/09/2025 às 11h07
Michelle Bolsonaro (Reprodução)

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro usou um discurso marcado por referências religiosas neste domingo (7), durante manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo. Ao lado do pastor Silas Malafaia, ela declarou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pode receber perdão divino caso se arrependa de seus atos.

“Se Alexandre de Moraes se arrepender, deixar a iniquidade e o pecado de lado, o Senhor vai perdoar”, afirmou Michelle, em meio a apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante sua participação, Michelle convidou Malafaia e o público a orarem o “Pai-Nosso”. Ela pediu orações por “presos políticos inocentes” e pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos. Segundo a ex-primeira-dama, Eduardo viajou para dialogar com lideranças estrangeiras e pedir sanções contra o Brasil.

Denúncias de perseguição religiosa

Michelle também afirmou ser alvo de perseguição por causa de sua fé. Segundo ela, até mesmo os cultos que costumava realizar em casa teriam sido proibidos por ordens judiciais. “Deus vai mostrar quem são os inimigos da nação e já tem mostrado. Tenho minha liberdade religiosa perseguida”, disse.

No mesmo discurso, Michelle relatou que o ex-presidente Jair Bolsonaro sofre com as restrições da prisão domiciliar. Ele só pode receber visitas com autorização da Justiça, e a residência é constantemente monitorada pela polícia. Mesmo assim, ela disse acreditar em um julgamento superior:

“Acreditamos no verdadeiro juiz, que está no trono. E vamos vencer, porque estamos com a verdade.”

Ao final, Michelle reproduziu pelo celular um áudio em que Bolsonaro dizia “Deus, Pátria e Liberdade”. Ela fez questão de frisar que o arquivo havia sido retirado da internet, para evitar questionamentos legais, já que o ex-presidente está proibido de usar redes sociais.

A manifestação teve como pauta central a anistia de Jair Bolsonaro e dos manifestantes do 8 de janeiro, e críticas ao Supremo Tribunal Federal. Entre os participantes estavam os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, além de parlamentares e líderes religiosos alinhados ao ex-presidente.



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