Música

Priscilla mistura referências gospel e black music em show marcante no The Town

A cantora reuniu coral gospel, banda de preto e vitral de igreja em cena provocadora

Por Caio Rangel • Publicado em 15/09/2025 às 10h22
Show Priscilla (Reprodução)

A cantora Priscilla, que iniciou a carreira no gospel e depois migrou para o pop secular, fez um show impactante no palco The One do festival The Town, neste sábado. Sem fugir das críticas que recebe de parte do antigo público evangélico, ela respondeu com arte: abriu o espetáculo com a canção “Correntes”, cercada por simbologias religiosas — um vitral de igreja ao fundo, o coral The Ghetto Heart Choir e uma banda vestida de preto — enquanto usava um figurino vermelho justo que deixava à mostra algumas de suas tatuagens.

O tom provocador marcou também a escolha dos convidados. O lendário trio Fat Family subiu ao palco com o sucesso “Jeito Sexy”, levando o público ao delírio. “Pode sair odiando esse show, mas esse momento é uma unanimidade”, brincou Priscilla. Na sequência, a cantora apresentou “Boyzinho”, um pop black animado, antes de receber o cantor Luccas Carlos, um dos principais nomes do R&B nacional.

Luccas entregou hits como “O que quiser fazer”, “Músicas de amor nunca mais” (com BK’), “Só (mais) uma vez” e “Djavan”, até retornar ao palco ao lado de Priscilla para um dueto potente em “Sem ninguém”. A química entre os dois arrancou aplausos calorosos.

Em outro momento, Priscilla revisitou “Ela partiu”, de Tim Maia, acompanhada pelo Ghetto Heart Choir, em uma releitura que uniu soul e espiritualidade. Já as faixas “Sobrevivi” e “Survivor” (do Destiny’s Child) trouxeram de volta a energia de fervor gospel, evidenciando as raízes da cantora.

No fim, o show se tornou uma grande celebração da herança black na música brasileira. “Me amordaçaram pensando que iam me calar / Se esqueceram que não preciso de palavras para falar”, entoou Priscilla em “Correntes”, resumindo o espírito de resistência e liberdade artística que guiou toda a apresentação.

Com uma performance intensa e cheia de simbolismos, Priscilla deixou claro que não pretende se encaixar em rótulos, mas seguir trilhando sua própria identidade artística.



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