Pastora

Quem é a pastora que lidera orações na casa de Jair Bolsonaro?

Líder evangélica ganhou notoriedade por sua proximidade com a ex-primeira-dama e atua em encontros semanais em Brasília

Por Caio Rangel • Publicado em 23/09/2025 às 08h40
Michelle Bolsonaro (Reprodução)

Pouco conhecida pelo grande público, mas respeitada dentro do meio evangélico, uma pastora mineira passou a ocupar um espaço de destaque nos bastidores da família Bolsonaro. É ela quem conduz os encontros de oração que acontecem semanalmente no condomínio do ex-presidente, em Brasília, e que se tornaram parte da rotina da ex-primeira-dama Michelle. O nome por trás dessa influência é Ezenete Rodrigues, líder ligada à Igreja Batista da Lagoinha e considerada referência espiritual entre milhares de fiéis.

A trajetória de Ezenete Rodrigues

Natural de Minas Gerais, Ezenete consolidou sua carreira ministerial como pregadora e intercessora, ganhando projeção nacional nos últimos anos. À frente de transmissões semanais que alcançam milhares de seguidores em suas redes sociais — atualmente mais de 800 mil —, ela também dirige a Estância Paraíso, em Sabará–MG, um retiro espiritual que recebe pessoas em busca de renovação da fé.

O espaço já acolheu nomes conhecidos do meio artístico, como Wesley Safadão e a ex-dupla Simone e Simaria, em períodos de imersão que variam de três a sete dias.

Relação próxima com Michelle Bolsonaro

A aproximação com a família presidencial se deu por meio de Michelle Bolsonaro, de quem Ezenete se tornou mentora espiritual e líder de intercessão. Considerada uma conselheira de confiança, ela foi peça-chave na inserção da ex-primeira-dama em redes de influência evangélica.

Após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, a pastora permaneceu ao lado de Michelle, reforçando a base espiritual mantida ao redor do casal.

Pregações marcantes e repercussão nacional

Além de sua atuação em Minas, Ezenete percorre diferentes regiões do país com cultos e conferências. Uma de suas ministrações mais comentadas ocorreu em 24 de julho, na Catedral da Benção, em Taguatinga (DF). Durante o sermão, Jair Bolsonaro chorou diante da congregação, e a cena viralizou nas redes sociais, ampliando ainda mais a visibilidade da pastora.

As visitas em meio à prisão domiciliar de Bolsonaro

Com a prisão domiciliar decretada em 4 de agosto, as reuniões de oração na casa de Bolsonaro passaram a depender de autorização judicial. No último dia 17, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a presença de Ezenete Rodrigues e de outros 16 nomes nos encontros realizados às quartas-feiras.

Entre os autorizados estavam também o bispo Robson Rodovalho, fundador da igreja Sara Nossa Terra; o deputado distrital Thiago Manzoni (PL); e Dirce Dias de Andrade Carvalho, ligada ao movimento cristão Legendários.

Regras rígidas e condenação

Para participar das reuniões, as regras são claras: veículos são vistoriados, o uso de celulares é proibido e todos os visitantes são revistados na entrada e saída do condomínio.

Bolsonaro cumpre pena em regime domiciliar desde o início de agosto. No último dia 11, a Primeira Turma do STF confirmou sua condenação a 27 anos e três meses de prisão, em processo que envolve cinco crimes, incluindo a tentativa de golpe de Estado.



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