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Apóstolo Agenor Duque condena uso de fiéis em interesses políticos

O posicionamento do religioso reforça o cansaço de parte dos evangélicos com a politização das igrejas

Por Caio Rangel • Publicado em 15/10/2025 às 10h41 • Atualizado em 15/10/2025 às 10h42
Agenor Duque (Reprodução)

Durante uma entrevista ao podcast Os Fella’s Cast, o apóstolo Agenor Duque, fundador e líder da Igreja Plenitude do Trono de Deus, comentou sua ausência em manifestações políticas promovidas pela direita nos últimos anos. Conhecido por suas declarações contundentes e postura independente dentro do meio evangélico, Duque explicou que, embora se considere conservador de direita, se recusa a participar ou incentivar seus seguidores a atuarem como massa de manobra política.

A declaração veio após uma pergunta do apresentador Éder Santos, que quis saber o motivo de o líder religioso nunca ter se envolvido diretamente com manifestações públicas em apoio a políticos ou movimentos conservadores. Duque respondeu de forma firme, afirmando que nunca usaria o povo da sua igreja para atender interesses partidários. Para ele, o púlpito deve servir para pregar o evangelho, e não para mobilizar eleitores ou defender ideologias.

Em sua fala, o apóstolo destacou ainda que aproximadamente 80% dos presos pelos atos de 8 de janeiro são evangélicos, o que, segundo ele, revela a influência de líderes religiosos sobre seus fiéis. Duque mencionou o caso de Clezão, um dos detentos que morreu em novembro de 2023 no presídio da Papuda, em Brasília, durante o banho de sol. O apóstolo afirmou que o homem frequentava a igreja de um amigo seu, sem citar nomes, mas em referência indireta ao pastor Silas Malafaia e à Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC).

Duque também questionou a coerência das lideranças da direita, perguntando por que as manifestações ocorrem na Avenida Paulista e não em frente à Papuda, onde estão os fiéis presos:

“Se fosse realmente por amor às pessoas, iriam até elas. Mas fazem na Paulista porque querem visibilidade, chamar a atenção da esquerda e da mídia.”

O religioso afirmou ainda que discordar não é odiar, e usou o ex-presidente Jair Bolsonaro como exemplo. Disse que ora e jejua pelo político, mas não deixa de apontar suas falhas:

“Bolsonaro não pediu pix para o Clezão nem para seus parentes, mas levantou milhões para si mesmo.”

A fala do apóstolo gerou ampla repercussão nas redes sociais, especialmente entre evangélicos que se dividem entre o engajamento político e a separação entre fé e governo. Agenor Duque reforçou que continuará priorizando o evangelho acima de qualquer alinhamento partidário, afirmando que a igreja deve ser voz profética, e não instrumento de propaganda política.



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