Poucos artistas cristãos conseguiram marcar tantas gerações quanto Asaph Borba. O cantor e compositor, que se tornou uma das vozes mais influentes da adoração congregacional no Brasil, chega ao marco de meio século de ministério celebrando um legado que ultrapassa fronteiras: são mais de 700 composições, centenas de álbuns gravados e ministrações realizadas em 54 países. Para ele, a música sempre foi mais que arte — foi resposta a um chamado de Deus.
“O que o Senhor mais procura são corações totalmente entregues a Ele. É isso que sempre tentei viver”, afirma.
Asaph começou ainda jovem, sob a orientação dos pastores Erasmo Ungaretti e Moisés Cavalheiro de Morais, que o ajudaram a compreender que seu talento musical era também um ministério de adoração. Com o violão em mãos, levava semanalmente às reuniões da igreja novas canções nascidas da leitura da Bíblia e de momentos de oração.
“Em vez de orar, eu cantava. E até hoje ainda é assim”, relembra.
Influências e parcerias que moldaram sua caminhada
Entre as referências que marcaram sua formação, estão o grupo Vencedores por Cristo e o missionário Don Stoll, que se tornou grande amigo e incentivador. Foi com ele que Asaph gravou seu primeiro disco nos Estados Unidos, experiência que ampliou sua visão sobre música e ministério. Influências internacionais como Maranatha Music, Hosanna! Music, além de nomes como Don Moen e Ron Kenoly, também contribuíram para sua identidade musical.
No Brasil, parcerias com artistas como Ademar de Campos, Bené Gomes, Alda Célia e Ana Paula Valadão fortaleceram sua caminhada, consolidando-o como referência no louvor congregacional.
De sua comunhão com Deus nasceram músicas que atravessaram décadas. O clássico “Jesus em Tua Presença”, por exemplo, foi composto em 1986, no piano de sua casa, em parceria com sua esposa Rosana.
“Minha família foi a primeira congregação a cantar essa canção. Não imaginávamos que alcançaria tantas pessoas”, diz Asaph.
Outros sucessos também têm histórias marcantes. “Alto Preço” surgiu de momentos de convivência com o amigo Jean Gotfriedson, enquanto “Digno de Glória” nasceu como adaptação de um cântico europeu que ganhou força nos cultos brasileiros.
Mais do que os números impressionantes, Asaph Borba reafirma que sua missão é mostrar que adoração é estilo de vida. Aos 50 anos de ministério, ele continua a inspirar músicos, líderes e cristãos a buscarem uma vida de intimidade com Deus.