O deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) não participou da votação do projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados na noite de 1º de outubro de 2025, por 493 votos a 0, sem nenhum voto contrário ou abstenção.
De acordo com o painel nominal da Câmara, Feliciano aparece como ausente na sessão. O registro oficial mostra que o parlamentar não votou nem justificou a ausência durante a deliberação. No total, 18 deputados não participaram da votação.
O projeto, apresentado pelo governo, eleva o limite de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física, uma das promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida foi aprovada em regime de urgência e seguiu para o Senado Federal.
Projeto beneficia quem ganha até R$ 5 mil
Com a mudança, trabalhadores com rendimento mensal de até R$ 5 mil deixarão de pagar Imposto de Renda. O texto aprovado estabelece a nova tabela progressiva, que deve beneficiar cerca de 15 milhões de brasileiros, segundo estimativas do Ministério da Fazenda.
O projeto foi aprovado por unanimidade entre os parlamentares presentes. Líderes de diferentes partidos elogiaram o consenso em torno do tema, considerado uma pauta de impacto direto na renda da população. Mesmo bancadas de oposição e de centro-direita orientaram voto favorável.
A ausência de nomes conhecidos, como o de Marco Feliciano, chamou atenção justamente pelo caráter simbólico da votação. Em pautas populares como a ampliação da isenção do IR, é comum que deputados façam questão de registrar voto a favor, independentemente de alinhamento político com o governo.
Até o momento da publicação desta reportagem, Marco Feliciano não se manifestou publicamente sobre o motivo da ausência. A reportagem consultou o registro oficial da Câmara dos Deputados, que não apresenta justificativa de ausência inserida pelo gabinete.
Feliciano, que é pastor evangélico e figura influente entre parlamentares da bancada cristã, costuma se posicionar sobre temas ligados à economia, costumes e pautas morais. No entanto, não há registro de pronunciamento recente sobre o projeto do Imposto de Renda.