Política

Janja intensifica aproximação com evangélicos em meio à rejeição ao governo Lula

Pesquisa Datafolha mostra que 52% dos evangélicos classificam o governo como ruim ou péssimo

Por Caio Rangel • Publicado em 03/10/2025 às 11h52
Janja primeira-dama (Reprodução)

Seguidora de religiões de matriz africana, a primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, tem assumido um papel ativo na tentativa de diminuir a rejeição do governo Lula entre o público evangélico. O desafio é grande: segundo pesquisa Datafolha, 52% dos evangélicos classificam a atual gestão como “ruim” ou “péssima”.

Com apoio da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, Janja vem realizando encontros específicos com mulheres evangélicas em diferentes regiões do país. A intenção é compreender de perto como as políticas públicas têm afetado a vida das famílias nas periferias. Somente no último mês, ela esteve em Salvador, Manaus, Ceilândia Norte, Rio de Janeiro e, mais recentemente, em Caruaru (PE). Em algumas agendas, esteve acompanhada pela ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.

A primeira-dama também participou, junto ao presidente Lula, do podcast “Papo de Crente”, reforçando a estratégia de diálogo direto com o segmento religioso. Durante a entrevista, afirmou:

“Eu senti a necessidade de entender como as políticas públicas do governo do presidente Lula têm atingido as mulheres, principalmente das periferias, as mulheres negras… a gente não está falando de religião, a gente está falando do impacto dessas políticas na vida delas”.

Curso do PT

Paralelo às ações de Janja, a Fundação Perseu Abramo — ligada ao Partido dos Trabalhadores — lançou o curso “Fé e Democracia para a Militância Evangélica Brasileira”. O objetivo é capacitar integrantes da sigla a lidar com o público evangélico, que representa um eleitorado estratégico. Ao todo, 775 pessoas se inscreveram para acompanhar as oito aulas do programa.

A teóloga pentecostal Angélica Tostes, uma das ministrantes, destacou que esse campo religioso não pode ser ignorado: “É um espaço feito majoritariamente por mulheres, pessoas negras e de periferia”.

De acordo com o Censo 2022, os evangélicos somam 47,4 milhões de brasileiros, representando 26,9% da população. O crescimento é expressivo se comparado a 2010, quando eram 21,6%. O levantamento mostra ainda que a maior concentração está entre os jovens de 10 a 14 anos, sinalizando uma tendência de fortalecimento desse grupo nas próximas décadas.



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