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Pastor é atingido na cabeça por bala de pimenta disparada por agente da imigração nos EUA

O disparo ocorreu enquanto o religioso orava e convidava os agentes do ICE ao arrependimento

Por Caio Rangel • Publicado em 09/10/2025 às 10h09
Pastor David Black (Reprodução)

Durante um protesto pacífico contra a política de imigração do governo Donald Trump, o pastor David Black, líder da Primeira Igreja Presbiteriana de Chicago, foi atingido na cabeça por uma bala de pimenta disparada por um agente do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA).

O episódio ocorreu durante a chamada Operação Midway Blitz, uma ofensiva federal em andamento desde setembro, e foi registrado em vídeo, gerando forte repercussão nas redes sociais e na imprensa americana.

As imagens, publicadas por Aaron Reichlin-Melnick, membro sênior do Conselho Americano de Imigração, mostram três agentes mascarados e fortemente armados no topo de um prédio durante a manifestação em frente a uma instalação do ICE.

No vídeo, o pastor David aparece com os braços erguidos em direção aos agentes, aparentemente em oração. Segundos depois, um dos oficiais dispara balas de pimenta contra o grupo de manifestantes, e uma delas atinge o líder religioso diretamente na cabeça, liberando uma nuvem de fumaça branca.

De joelhos e visivelmente atordoado, David Black segura o rosto enquanto alguns manifestantes tentam socorrê-lo. Em entrevista ao Religion News Service, o pastor afirmou que havia iniciado uma oração pelos agentes momentos antes de ser atingido. “Eu os convidei ao arrependimento. Disse que havia salvação e que o reino de Deus estava próximo”, relatou. Ele acrescentou ainda que ouviu os agentes “rindo” após os disparos, o que intensificou a indignação de quem acompanhava o protesto.

O caso gerou revolta entre líderes religiosos e defensores dos direitos civis, que classificaram o ato como “abuso de poder” e “ataque à liberdade de expressão e de fé”. Igrejas e organizações cristãs planejam acionar as autoridades federais para investigar o incidente. O episódio reacendeu o debate sobre a militarização das forças migratórias e o uso da violência contra manifestantes pacíficos nos Estados Unidos incentivadas pela política migratória do gooverno Trump.



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