O pastor Ezequias Silva, presidente da Assembleia de Deus Ministério Belém do Pará, voltou a se posicionar contra práticas que, segundo ele, exploram a fé popular e desrespeitam o verdadeiro propósito do evangelho. Em vídeos recentes obtidos por O Fuxico Gospel, o líder reafirmou sua postura contrária à venda de objetos “ungidos”, como lenços, águas e revelações espirituais.
“A gente roda o Brasil afora, atende a obra e não cobra nada de ninguém. Tenho batido muito de frente com isso: exploração de fé das pessoas vendendo milagre, vendendo revelação, vendendo cura. A nossa igreja não vende cura, nem libertação, nem revelação”, afirmou o pastor.
Reconhecido por suas cruzadas e eventos de grande público, o pastor Ezequias Silva destacou que sua atuação não tem fins comerciais. “Graças a Deus, temos percorrido muitos lugares e visto Deus operar milagres sem precisar de comércio espiritual”, completou.
Um ministério que prega sinceridade e combate a enganação
Ezequias Silva afirma ter construído uma trajetória marcada por transparência e compromisso com a obra de Deus. Ele relata já ter recebido uma homenagem como “pastor mais sincero do Brasil”, título concedido por uma convenção evangélica, em reconhecimento à sua postura de integridade diante do crescimento de líderes religiosos que transformam a fé em negócio.
Além de pregar contra o comércio da fé, o pastor também costuma alertar os fiéis sobre falsos profetas e práticas enganosas que, segundo ele, desviam a igreja da essência bíblica. “A gente sabe que tem aqueles aventureiros que são contra, mas é nosso papel combater o erro com a verdade da Palavra”, disse.

A igreja presidida por ele mantém ações sociais frequentes, como doação de alimentos e atendimento a famílias em vulnerabilidade. Em 2023, por exemplo, o ministério distribuiu mais de 3 mil cestas básicas em São Paulo, em apoio a famílias afetadas por enchentes.
O templo central, localizado na zona leste da capital, também é palco de cultos semanais com forte presença popular e transmissão ao vivo nas redes sociais.
A crítica de Ezequias Silva reflete um debate cada vez mais presente dentro das igrejas evangélicas brasileiras: a banalização da fé e o uso indevido de símbolos religiosos para fins financeiros. O pastor afirma que seguirá “batendo de frente com os enganadores” e pregando a simplicidade do evangelho.