BRASÍLIA (DF) — O experiente jornalista Alexandre Garcia utilizou suas plataformas de comentário para reagir com ironia e ceticismo à justificativa apresentada pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) sobre o montante de quase R$ 430 mil em espécie encontrado pela Polícia Federal.
Em uma análise contundente, Garcia comparou a versão do parlamentar com a realidade do sistema financeiro atual, levantando dúvidas sobre a licitude dos valores.
A crítica do jornalista foca principalmente na alegação de que o dinheiro seria proveniente da venda de um imóvel. Alexandre Garcia relatou ter realizado uma transação imobiliária semelhante no Lago Norte, em Brasília, mas destacou que, ao contrário do deputado, o processo foi inteiramente digital e rastreável.
Segundo ele, a conta bancária e o registro eletrônico são as vias naturais no mundo contemporâneo, dominado por transações via Pix e cartões.
“Por que que eu ia querer ter o dinheiro? Eu tive lá enquanto eu o guardo em casa. No mundo de hoje, de Pix, de conta bancária, de cartão, quem é que anda com dinheiro a não ser o Sóstenes Cavalcante?”, questionou o jornalista.
Garcia reforçou que o volume encontrado é “eloquente” e que a voz do dinheiro vivo fala mais alto do que qualquer nota oficial de esclarecimento.
O montante, guardado em um flat em Brasília, foi classificado pelo jornalista como algo impossível de convencer qualquer pessoa com discernimento básico.
Assista a fala de Alexandre Garcia sobre o deputado evangélico Sóstenes Cavalcante:
Ver essa foto no Instagram
“Impossível querer convencer alguém com mais de meio neurônio que é dinheiro lícito”, disparou Garcia, destacando que a quantidade de notas exigiria um tempo considerável apenas para a contagem manual, o que enfraquece a tese de falta de tempo para o depósito bancário.
Além da esfera política e jurídica, Alexandre Garcia tocou em um ponto sensível para o eleitorado do deputado: a sua identidade como líder religioso. Sóstenes, que é muito próximo do pastor Silas Malafaia, foi lembrado pelo jornalista por sua condição de pastor, o que elevaria o tom da gravidade do episódio sob a ótica da ética cristã.
Para o comentarista, a situação de Sóstenes torna sua permanência na liderança do Partido Liberal (PL) insustentável. “Eu não sei como é que ele vai continuar líder do PL depois dessa. E alguém me disse hoje: ele parece que é pastor também. Puxa, então também não é só um pecado contra o partido, contra Deus também”, afirmou Garcia em sua transmissão.
O episódio ocorre em um momento de alta tensão no cenário político brasileiro, onde a atuação da Polícia Federal em gabinetes parlamentares tem sido alvo de intensos debates sobre perseguição e legalidade.
Sóstenes Cavalcante, por sua vez, mantém a versão de que a venda do imóvel foi legítima e que possui toda a documentação necessária para comprovar a origem dos recursos à Justiça.
Erros ou Direito de Resposta? contato@ofuxicogospel.com.br.