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Téo Hayashi critica decreto gospel: “Isso é manipulação”

Líder do Dunamis Movement e The Send afirma que reconhecimento é estratégia política para angariar votos

Por Caio Rangel • Publicado em 24/12/2025 às 09h56
Pastor Téo Hayashi pregando com o braço levantado e segurando microfone durante culto cristão.
Pastor Téo Hayashi ministra a Palavra durante culto, em momento de exortação e ensino bíblico. (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO (SP) —O pastor Téo Hayashi, fundador do Dunamis Movement e um dos idealizadores do evento The Send, utilizou suas plataformas para fazer um duro alerta sobre a recente oficialização da música gospel como patrimônio cultural brasileiro. O decreto foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última terça-feira (23), em uma cerimônia no Palácio do Planalto que reuniu nomes como Janja, Gleisi Hoffmann e o cantor Kleber Lucas.

Para Hayashi, o gesto não passa de uma “estratégia política” e uma tentativa de “manipulação” do eleitorado evangélico, grupo onde o atual governo enfrenta os maiores índices de rejeição. Em uma análise contundente, o pastor destacou que a fé cristã não necessita de aval institucional para ser legítima.

“O Evangelho nunca precisou do governo”
Hayashi iniciou sua fala pontuando a independência da fé em relação ao Estado. Segundo ele, tratar a música cristã como um produto cultural reconhecido pelo governo é desvirtuar sua essência espiritual.

Independência do Reino: Citando João 18:36 (“O meu reino não é deste mundo”), o pastor afirmou que o Reino de Deus não se sustenta em estruturas estatais ou aprovações do Congresso Nacional.

Histórico de Rejeição: Relembrou que Jesus não foi celebrado, mas sim rejeitado pelos governantes de sua época, e que a fé cristã frequentemente confrontou o poder político ao longo da história.

Estética Religiosa: “Fé sem obediência vai virar o quê? Uma estética religiosa”, questionou, citando também Isaías 29:13 para alertar sobre honrar a Deus apenas com os lábios enquanto o coração permanece distante.

Contradição de Valores
O ponto central da crítica de Téo Hayashi foi o que ele chama de “contradição ideológica”. Ele argumenta que o mesmo campo político que agora exalta a música gospel é o que historicamente combate a cosmovisão bíblica em temas como família, direito à vida e autoridade das Escrituras.

“Isso não é conversão, gente! Acorda! Isso aqui é estratégia política. Cristão de verdade não se move por gesto simbólico, se move por valores. O problema é cantar louvor enquanto se governa em oposição aos princípios que esse louvor declara”, disparou o líder.

O Alerta ao Público Evangélico
A fala de Hayashi ressoa como um contraponto ao clima de celebração visto no Planalto. Ele instigou os cristãos a discernirem se o Estado está se rendendo à verdade bíblica ou apenas usando o “evangeliquês” para alcançar votos visando as eleições de 2026. “Louvor sem arrependimento vira performance”, concluiu o pastor, reforçando que a igreja deve estar atenta para não ser cooptada por acenos institucionais que não refletem mudanças reais de princípios.

O outro lado
O governo federal afirma que o decreto é um gesto democrático de reconhecimento à diversidade cultural do país e uma forma de valorizar um gênero musical que movimenta milhões de brasileiros, independentemente de disputas eleitorais.

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