SÃO PAULO (SP) — O cantor gospel Paulo César Baruk tornou pública uma grave denúncia contra a operadora Hapvida, acusando a empresa de cancelar, de forma unilateral, o plano de saúde de sua irmã, Rodhe, paciente oncológica em acompanhamento desde 2020 e com sequelas de um AVC sofrido em 2017.
Cancelamento apesar de decisões judiciais
De acordo com Baruk, o contrato foi encerrado em dezembro de 2025, mesmo com todas as mensalidades quitadas. O cantor afirma que a operadora teria ignorado decisões judiciais obtidas por meio do advogado Junior Brandão, determinando a manutenção do atendimento. Em seu relato, a medida administrativa desconsiderou completamente a situação clínica da paciente e a autoridade da Justiça.
Segundo o artista, a irmã passou a enfrentar bloqueios imediatos no acesso ao sistema, o que a impediu de agendar consultas básicas, além de comprometer a continuidade do tratamento oncológico e o suporte necessário às limitações físicas decorrentes do AVC. Baruk classificou a atitude como abandono de uma paciente em estágio paliativo.
Atendimento humano x gestão administrativa
O cantor fez questão de diferenciar o trabalho dos profissionais de saúde da conduta da operadora. Em suas publicações, destacou o respeito e a dedicação de médicos, enfermeiros e equipes de atendimento direto, afirmando que o problema não está na assistência clínica, mas na gestão corporativa.
Para Baruk, existe uma contradição entre o discurso institucional da empresa — que promete cuidado contínuo e parceria com o paciente — e a prática adotada em situações de alto custo. Ele criticou o que chamou de “propaganda enganosa”, ao afirmar que a operadora abandona usuários justamente quando eles mais dependem do sistema.
Um problema que vai além do caso individual
O confronto entre o cantor e a Hapvida ocorre em um momento de forte tensão no setor de saúde suplementar no Brasil. Em 2026, após grandes fusões e a consolidação de modelos de verticalização — nos quais a operadora controla hospitais, clínicas e laboratórios —, aumentaram as denúncias de cortes de custos em tratamentos complexos.
Casos envolvendo cancelamento de contratos de pacientes oncológicos, idosos ou em cuidados prolongados têm se multiplicado, gerando ações judiciais e ampliando o debate sobre a eficácia da regulação estatal. O episódio relatado por Baruk ganha relevância pública por envolver, segundo ele, o descumprimento direto de ordens judiciais, expondo limites na fiscalização exercida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar.
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