Cantor

Jottapê sobre o passado no funk: “O ouro e as tatuagens eram para preencher o vazio”

Em vídeo emocionante, artista revela que bens materiais serviam para convencer o mundo de um sucesso que não supria suas carências emocionais

Por Caio Rangel • Publicado em 15/01/2026 às 09h36
Cantor Jottapê exibe correntes de ouro em fase de ostentação e, em contraste, aparece em momento de oração com olhos fechados durante culto cristão.
Montagem mostra Jottapê antes e depois de sua conversão, contrastando a vida de ostentação com um momento de fé e oração. (Foto: Reprodução/Instagram)

SÃO PAULO (SP) — O cantor gospel Jottapê utilizou suas redes sociais nesta quarta-feira (14) para realizar um desabafo sobre sua antiga vida de ostentação. O artista, que migrou funk para o segmento gospel, sinaliza que as joias de ouro maciço e o luxo eram ferramentas para camuflar inseguranças e carências emocionais.

“Personagem forte” e tatuagens

Jottapê afirma que a abundância de tatuagens em seu corpo também fazia parte de uma estratégia para criar um personagem inabalável. Segundo o cantor, o acúmulo de bens materiais era uma tentativa frustrada de convencer a si mesmo de que o sucesso financeiro preencheria seu vazio interior. “A ostentação era uma forma de se esconder”, dispara o artista.

O músico disse que, no início de sua caminhada de fé, foi questionado sobre o que “perdeu” ao deixar o status do funk. Ele sinaliza que a realidade é oposta: na época do auge material, ele sentia que não possuía nada essencial. Para Jottapê, nenhum valor em ouro ou prata supera a plenitude encontrada na nova fé.

Riqueza espiritual vs. material

O artista enfatiza que a paz que desfruta em 2026 não depende de luxos. Ele afirma que as posses materiais não possuem a capacidade de preencher o interior humano. Ele utiliza sua trajetória como exemplo para outros jovens, sinalizando que a verdadeira riqueza é a presença divina que ocupou o espaço antes vago em seu coração.

O movimento de Jottapê reflete uma tendência crescente no “Urban Gospel” brasileiro: a migração de ídolos do funk e do trap para o cristianismo. Esse fenômeno desafia a indústria da ostentação, que movimenta bilhões de reais em acessórios de luxo e estética de poder nas periferias. A renúncia pública de bens por figuras de grande influência atua como um contraponto cultural ao consumismo desenfreado, forçando marcas e produtoras a reavaliarem o discurso de sucesso. No cenário religioso, essas conversões servem como ferramentas poderosas de evangelismo para a Geração Z, que busca autenticidade e propósito além do acúmulo material pregado pelos algoritmos de consumo rápido.

 



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