Política

“Moraes se livra de um problema”, afirma Feliciano sobre transferência de Bolsonaro

Parlamentar e pastor afirma que mudança para "Papudinha" atende pedido da defesa após traumatismo craniano na PF, mas exige prisão domiciliar imediata

Por Caio Rangel • Publicado em 16/01/2026 às 10h13
Pastor e deputado Marco Feliciano discursando ao microfone no plenário da Câmara dos Deputados, com bandeira do Brasil ao fundo.
Marco Feliciano durante discurso no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília. (Foto: Divulgação)

BRASÍLIA (DF) — O pastor e deputado federal Marco Feliciano se manifestou de forma imediata sobre a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo da Papuda. A mudança ocorreu após a saída de Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal, onde, segundo aliados, enfrentava problemas estruturais e agravamento do estado de saúde.

Críticas à decisão de Moraes

Em declaração pública, Feliciano afirmou que a determinação partiu do ministro Alexandre de Moraes e teve caráter estritamente prático. Para o parlamentar, a medida não representa qualquer gesto de benevolência, mas sim uma tentativa de solucionar entraves logísticos enfrentados durante a custódia anterior.

Segundo Feliciano, Bolsonaro teria sofrido uma queda recente no espaço da Polícia Federal, ocasionando um traumatismo craniano, além de conviver com desconforto constante provocado pelo barulho do sistema de ar-condicionado. Na avaliação do deputado, a transferência “retira um problema da mesa do Judiciário”, ao levar o ex-presidente para uma estrutura considerada mais adequada.

Estrutura diferenciada e assistência médica

A nova acomodação destinada a Bolsonaro possui cerca de 64 metros quadrados e conta com banheiro privativo, cozinha, lavanderia e área externa. O ministro Alexandre de Moraes também autorizou a instalação de uma esteira ergométrica e garantiu assistência médica particular em tempo integral.

Apesar das condições diferenciadas, Feliciano afirmou que aliados do ex-presidente seguem defendendo a prisão domiciliar, citando como precedente o caso do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que obteve autorização semelhante em situação judicial distinta.

Visitas e apelo político

Conforme as regras estabelecidas, Bolsonaro poderá receber visitas familiares às quartas e quintas-feiras. Estão autorizados encontros com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e todos os filhos. Feliciano defendeu que governadores, senadores e lideranças políticas se posicionem publicamente em favor de “misericórdia”, ressaltando a idade avançada do ex-presidente — 70 anos — e o histórico de múltiplas cirurgias.

Impacto político e institucional

A transferência de Bolsonaro para o chamado “Papudinha”, em janeiro de 2026, inaugura uma nova fase na já intensa tensão entre setores ligados ao antigo governo e o Judiciário. A custódia de um ex-chefe de Estado em uma unidade de segurança máxima, ainda que em dependência especial, mantém o Brasil sob observação de entidades internacionais e organizações de direitos humanos.

A pressão exercida por parlamentares como Marco Feliciano evidencia uma estratégia da oposição: humanizar a imagem de Bolsonaro e sustentar pedidos jurídicos com base em argumentos de saúde. Ao mesmo tempo, a manutenção da prisão preventiva continua mobilizando a base conservadora e mantendo o debate entre clemência e rigor judicial no centro do cenário político nacional, com reflexos diretos na estabilidade institucional e na imagem democrática do país no exterior.

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