DUQUE DE CAXIAS (RJ) — O pastor Luiz Arcanjo, vocalista e líder da banda Trazendo a Arca, trouxe uma reflexão contundente durante sua participação no Baixadapodcast. Arcanjo sinaliza que o Brasil vive um fenômeno de “adesão ao rótulo” cristão, mas com uma ausência profunda de conversão genuína e arrependimento.
“Evangelho por adesão”
Luiz Arcanjo afirma que, se o percentual de quase 40% de evangélicos no país fosse composto por pessoas de fato convertidas, a nação já seria outra.
O pastor escreve que o Evangelho se tornou “simpático” e palatável, perdendo o confronto necessário que João Batista e Jesus pregavam. “Até os traficantes acham que são crentes hoje”, dispara o cantor, alertando para a banalização do termo.
O líder do Trazendo a Arca sinaliza um contraste com sua infância, época em que ser evangélico era sinônimo de ser “cafona” ou “excluído”. Ele afirma que, naquele tempo, ninguém queria ser crente por conveniência.
Hoje, porém, celebridades e jogadores que mantêm estilos de vida contrários aos princípios bíblicos utilizam o rótulo de cristãos sem qualquer mudança de comportamento. “O camarada diz que é crente, mas está com sete mulheres”, disse o pastor.
Falta do “arrependei-vos”
Para Arcanjo, a base do cristianismo deve ser o arrependimento, algo que ele sinaliza estar em falta nos púlpitos e nas confissões modernas. Ele afirma que o evangelho contemporâneo evita o confronto com o pecado para não perder a simpatia do público.
O pastor ressalta que a verdadeira transformação é o que separa quem apenas “aderiu” a uma religião de quem foi verdadeiramente alcançado por Cristo.
A fala de Luiz Arcanjo toca na ferida da “identidade evangélica” no Brasil. Atualmente o país se tornou um dos maiores polos cristãos do mundo, mas esse crescimento exponencial trouxe o que sociólogos chamam de “evangelicalismo nominal”.
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