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Pastor brasileiro diz que atitudes de Trump ferem princípios de Jesus

Carlos Bezerra Junior gravou um vídeo repudiando postagens racistas de Donald Trump. "Racismo não tropeça, escolhe caminho", afirmou

Por Caio Rangel • Publicado em 09/02/2026 às 11h31
Carlos Bezerra e Donald Trump em imagem comparativa; à esquerda, o pastor em momento de fala, à direita, Trump em evento público.
Montagem compara o pastor Carlos Bezerra e o ex-presidente dos EUA Donald Trump. (Foto: Reprodução)

SÃO PAULO (SP) — O pastor Carlos Bezerra Junior, uma das vozes mais influentes da Comunidade da Graça, fez um forte posicionamento ético contra as recentes atitudes do presidente norte-americano Donald Trump.

Em vídeo contundente, o líder religioso afirma que a postagem que retrata o ex-presidente Barack Obama e Michelle Obama de forma desumanizante não é apenas um “erro de funcionário”, mas um recado de violência que fere os princípios de Jesus de Nazaré.

“Racismo não é piada mal contada”

Bezerra Junior afirma que o racismo carrega séculos de humilhação e que, quando parte de um líder mundial, torna-se uma autorização para a violência.

O pastor afirma que a linguagem que desqualifica mulheres e desumaniza estrangeiros não possui qualquer conexão com a espiritualidade cristã.

“Bíblia aberta por fora e coração fechado por dentro é o que jesus chamaria de sepulcro caiado”, desabafou o religioso ao analisar o uso político da fé na Casa Branca.

O ex-secretário de Assistência Social de São Paulo, disse que o perigo reside na normalização do inaceitável. Ele afirma que a democracia morre quando a sociedade perde a capacidade de sentir a dor do outro.

Carlos Bezerra Junior ressalta que não fala por ideologia partidária, mas por acreditar em um limite inegociável da dignidade humana. Ele sinaliza ainda que o que ocorre nos Estados Unidos costuma ser replicado no Brasil, o que exige um alerta dobrado das lideranças locais.

Ao questionar a base cristã que apoia tais atitudes, o pastor afirma que, se a fé ensina a rir da humilhação alheia, ela deixou de ser Evangelho para se tornar um projeto de poder.

Bezerra Junior destaca que o Deus revelado em Cristo não transforma rostos em caricaturas. Ele reforça que nenhuma nação se torna grande tratando seres humanos como bichos e finaliza afirmando que o cristianismo verdadeiro deve enxergar Cristo naqueles que estão sendo feridos.

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