SÃO PAULO (SP) — O teólogo e evangelista Caio Modesto fez uma forte crítica ao consumo desenfreado de conteúdos da plataforma Brasil Paralelo por parte do público protestante.
Em vídeo recente, o líder religioso afirma que, embora a produtora possua qualidade técnica, sua linha editorial é profundamente enraizada na defesa do catolicismo, o que geraria uma incoerência teológica para os evangélicos que a financiam.
Caio Modesto afirma que a Brasil Paralelo utiliza sua estética e cultura para vender uma visão de mundo onde o protestantismo é frequentemente retratado como o “vilão” ou uma “lepra”.
O evangelista destaca que muitos convidados da plataforma chegam a defender a Inquisição como um “bem necessário” e ignoram a importância histórica dos reformadores.
“Vocês estão financiando pessoas que odeiam a nossa fé em nome da tradição e magistério”, disse o teólogo ao convocar uma reflexão sobre o destino das ofertas e assinaturas.
O teólogo sustenta que a plataforma “passa pano” para escândalos do Vaticano e da Igreja Católica, enquanto ignora a história e as doutrinas protestantes.
Caio afirma que não faz sentido a audiência evangélica ser a principal mantenedora de uma estrutura que trabalha ativamente contra os pilares da Reforma. Ele escreve que a falta de visibilidade de plataformas genuinamente evangélicas, como a EDP, é resultado do financiamento de movimentos que tratam o protestantismo com desdém.
Coerência e audiência
O evangelista sugere que a escolha do que assistir e financiar é uma questão de fidelidade doutrinária. Para Caio, o apoio financeiro não deveria estar onde a fé reformada é combatida.
Ele finaliza afirmando que é necessário valorizar quem defende a identidade evangélica e alerta para o perigo de se acostumar com uma narrativa que marginaliza a pregação bíblica atual. “Se o lado deles é contra o nosso, o nosso apoio não deveria estar ali”, conclui.