SÃO PAULO (SP) — A cantora Luiza Possi fez uma crítica profunda e incômoda ao cenário religioso brasileiro. Em vídeo publicado em suas redes sociais, a artista questiona a qualidade do crescimento da população evangélica no país, afirmando que o Brasil vive um “evangelho da adesão” em vez de uma transformação genuína de vida.
“Tem até traficante que se diz crente”
Luiza afirma que o rótulo de “evangélico” tornou-se um acessório social que não exige renúncia. Ela sugere que muitas pessoas aderiram à religião, mas continuam levando vidas pautadas pela “gandaia” e por atitudes inalteradas.
“Tem até traficante que se diz crente”, pontuou a cantora ao exemplificar a desconexão entre a confissão de fé e a prática cotidiana. Para Luiza, falta o que João Batista e Jesus pregavam: o arrependimento que gera mudança de postura.
A artista disse que o grande problema atual é a falta de reconhecimento das próprias falhas. Luiza sinaliza que as pessoas estão “cheias de argumentos” para justificar erros, mas possuem um coração endurecido para o perdão.
Ela destaca que é muito comum falar sobre “liberar perdão”, mas raramente se ouve sobre “pedir perdão” ou reconhecer o quanto alguém pode ter sido tóxico ou ruim para o próximo. “Aceitar que a gente pode ter sido mau também é muito difícil”, pontuou.
Luiza Possi aponta ainda uma distorção teológica comum no meio cristão: o uso da proximidade de Jesus com os pecadores como salvo-conduto para o erro.
Ela afirma que Cristo amava o pecador, mas nunca aprovou a iniquidade. Segundo ela, Jesus estava nas trevas para ser luz e influência, e não para ser influenciado por elas. A cantora conclui dizendo que a verdadeira conversão exige humildade, autoconhecimento e, acima de tudo, uma mudança concreta de comportamento.
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