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Pastor levanta suspeitas sobre influência de “sociedade secreta” na eleição de Bolsonaro

Relato em podcast sugere que ex-presidente teria firmado compromissos com organizações internacionais antes de assumir o cargo

Por Caio Rangel • Publicado em 04/03/2026 às 11h20
Pastor Carlos Cardoso participa de entrevista em podcast cristão falando ao microfone durante conversa sobre temas bíblicos e escatologia
Pastor Carlos Cardoso durante participação em podcast cristão comentando temas bíblicos e atuais. (Foto: Reprodução/YouTube)

SÃO PAULO, SP — O pastor Carlos Cardoso, figura conhecida por abordar temas como escatologia e teorias da conspiração em plataformas digitais, trouxe novas alegações sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em entrevista ao “Eu Acredito Podcast”, o religioso afirmou que a ascensão de Bolsonaro ao poder teria passado pelo crivo de grupos de influência global.

O papel do Clube Bilderberg

Cardoso concentrou sua análise na atuação do Grupo Bilderberg, descrevendo a organização como uma sociedade de influência ultra secreta que ditaria pautas globais. Segundo o pastor, a participação nessas reuniões exigiria termos rigorosos de confidencialidade, tornando o real conteúdo das negociações inacessível ao público geral.

Durante a entrevista, o pastor pontuou:

  • A suposta existência de uma reunião entre Bolsonaro e a secretaria do grupo para a América Latina antes de 2019.
  • A alegação de que nenhum governante assume a chefia de Estado sem o alinhamento prévio com o sistema internacional.
  • O uso de documentos assinados para formalizar compromissos de gestão antes do início dos mandatos.

Soberania e sistema

O pastor enfatizou que a ideia de um presidente governar com autonomia total seria uma “ilusão”. Para Cardoso, a estrutura do poder mundial, mencionando o Fórum Econômico Mundial e o Clube Bilderberg, atuaria de forma a limitar as ações de líderes nacionais, enquadrando-os dentro de uma agenda pré-estabelecida por elites globais.

Embora as declarações busquem base documental no que o pastor denomina como registros oficiais e vídeos da época, a narrativa reforça a tese de que a política interna é subordinada a uma hierarquia de comando internacional. Essas interpretações seguem sendo debatidas intensamente nas redes sociais, compondo um cenário de desconfiança sobre as instituições.

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