BRASIL- Recentemente, a pastora e influenciadora Sarah Sheeva foi a convidada do “Karina +Forte Podcast”, apresentado por Karina Bacchi, para discutir o exercício do dom de línguas.
Durante a conversa, Sheeva buscou desmistificar a prática, categorizando-a em diferentes formas de manifestação espiritual e defendendo sua eficácia como ferramenta de proteção e conexão direta com a divindade.
Para a pastora, a oração em outras línguas funcionaria como um “código” inserido na onda sonora, inteligível apenas para Deus.
Segundo sua argumentação, nem anjos nem entidades demoníacas teriam acesso ao conteúdo dessas mensagens, o que tornaria esse tipo de oração a modalidade mais segura e poderosa dentro da liturgia cristã. Sheeva descreveu esse processo como um “interfone direto com a eternidade”, acessível ao crente a qualquer momento.
A pastora detalhou quatro modalidades de manifestação, que incluiriam a edificação pessoal, o dom de interpretação, o sinal para incrédulos e a intercessão por meio de gemidos inexprimíveis.
Sheeva relatou que, nesta última forma, o fiel seria utilizado como instrumento divino para intervir em situações de risco, como livramentos de morte, sem que a própria pessoa tivesse consciência intelectual do que estava sendo articulado através de sua boca.
O conteúdo da entrevista repercute as diretrizes tradicionais do neopentecostalismo, que enfatiza a experiência subjetiva e o misticismo como evidências de uma vida espiritual ativa.
O posicionamento de Sarah Sheeva busca oferecer aos seus seguidores uma explicação técnica e funcional sobre fenômenos espirituais que, frequentemente, são alvo de questionamentos teológicos ou científicos. O relato da pastora reforça o papel do dom como um recurso estratégico, capaz de neutralizar ameaças invisíveis no cotidiano do fiel.
Correções: Encontrou um erro? Fale com a redação: contato@fuxicogospel.com.br.