JOÃO PESSOA PB — O pastor José Carlos de Lima, presidente da Assembleia de Deus na Paraíba (ADPB), gerou discussões nas redes sociais após a divulgação de um vídeo onde associa a precariedade financeira de obreiros à desobediência espiritual.
A declaração foi publicada em perfis de admiradores e reacendeu o debate sobre a Teologia da Prosperidade no seio da denominação.
Na gravação, o líder religioso afirma que obreiros em situação de mendicância seriam “miseráveis e desobedientes”. José Carlos de Lima utilizou o Salmo 37:25 para sustentar a tese de que o justo não é desamparado, concluindo que a falta de recursos básicos no exercício do ministério sinalizaria uma quebra de fidelidade com a divindade. Segundo o pastor, a obediência garante que Deus multiplique bens e abra portas financeiras.
O pastor relembrou um relato pessoal de sucessão ministerial para exemplificar sua visão. Ele citou um obreiro anterior que se alimentava de farinha com hortelã e sal por falta de mantimentos, afirmando que, ao substituí-lo, experimentou uma fase de abundância.
A narrativa sugere que a fidelidade individual do ministro dita o nível de escassez ou de fartura no campo missionário, independentemente de fatores econômicos externos.
A fala de José Carlos de Lima ocorre em um momento de pressão sobre o sustento pastoral em regiões de baixo IDH no Nordeste. Críticos apontam que o discurso ignora variáveis sociais e transfere a responsabilidade da instituição para o indivíduo, enquanto defensores veem na fala uma exortação à fé radical.
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