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André Fernandes quebra o silêncio sobre a Lagoinha: “Não sinto saudades”

Após desligamento controverso em 2025, pastor afirma que construiu seu ministério "tijolo por tijolo" e descarta retorno à antiga denominação

Por Caio Rangel • Publicado em 30/03/2026 às 09h47
Pastor André Fernandes pregando com microfone em mãos durante culto, fazendo gesto de ênfase.
Pastor André Fernandes durante pregação em culto. (Foto: Reprodução)

SÃO PAULO (SP) — O pastor André Fernandes, fundador da Celeiro Church, utilizou uma de suas recentes ministrações para comentar, de forma contundente, sua trajetória na Igreja Batista da Lagoinha.

Projetado nacionalmente enquanto liderava a unidade de Alphaville, Fernandes afirmou que não sente saudades da antiga estrutura e reforçou sua identidade como um “construtor de processos”, distanciando-se da imagem de sucessor ou herdeiro ministerial.

“Tijolo por tijolo”: O desabafo sobre o legado

Durante a pregação em sua nova sede, em Santo Amaro, o pastor foi questionado — ainda que retoricamente — sobre a falta que a estrutura da Lagoinha poderia fazer.“Eu nunca recebi nada pronto. Nunca recebi nada de bandeja. Deus me fez construir tijolo por tijolo”, declarou Fernandes.

A fala foi interpretada como uma resposta às críticas de que teria se beneficiado da marca Lagoinha para ganhar visibilidade antes de abrir seu próprio ministério.

O histórico de controvérsias

A passagem de André pela Lagoinha Alphaville foi marcada por um modelo de gestão que dividiu opiniões no meio gospel. Entre os episódios mais citados estão a implementação de áreas VIP em cultos, venda de alimentos premium (como pipocas gourmet) e os polêmicos “leilões” de itens de luxo, como relógios e carros, ofertados por fiéis no altar.

Apesar do desligamento em agosto de 2025 ter sido anunciado pela denominação como uma “missão estratégica”, a abertura da Celeiro Church poucos meses depois confirmou a ruptura definitiva.

Atualmente, a Celeiro Church ocupa um imenso galpão que outrora pertenceu à Igreja Mundial do Poder de Deus, simbolizando uma troca de guarda no cenário neopentecostal paulista. Fernandes encerrou sua fala garantindo que, se necessário, voltaria à “estaca zero”, pois valoriza o aprendizado obtido fora das “facilidades” institucionais.

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