GOIÂNIA (GO) — O bispo Oídes José do Carmo, presidente da Assembleia de Deus Ministério Campinas (Goiânia), utilizou uma de suas recentes ministrações para enviar um recado direto aos músicos e cantores evangélicos.
Com foco na disciplina e na entrega, o líder religioso destacou que o talento natural não substitui a necessidade de preparação técnica e espiritual, criticando a autoconfiança excessiva de alguns artistas cristãos.
Para ilustrar sua tese, o bispo traçou um paralelo com o futebol profissional. Segundo Oídes, se atletas de elite como Neymar, que possuem talento nato, são obrigados a treinar fundamentos básicos diariamente, o músico cristão não pode se dar ao luxo de negligenciar o ensaio.
“O cara nasceu com talento, mas todo dia tem que ir para o campo treinar bater uma falta, um pênalti. Nunca venha cantar sem ensaiar”, enfatizou.
Excelência como Sacrifício
O líder da AD Campinas reforçou que a adoração não deve ser encarada apenas como um momento de “performance”, mas como um sacrifício de excelência oferecido a Deus.
Ele alertou que o sucesso de uma apresentação passada não garante a unção ou a qualidade da próxima. “Você cantou bonito ontem? Amanhã não confie nisso não. Ore a Deus e busque melhorar sua performance”, orientou o pastor, associando a busca pela perfeição técnica ao temor ao Senhor.
A fala do bispo repercute em um momento onde o segmento gospel em Goiás — estado que exporta grandes talentos musicais — vive uma profissionalização intensa.
Oídes José do Carmo defende que, se a música é para Deus, ela exige mais dedicação do que qualquer carreira secular. A exortação serve como um freio à “soberba técnica” que por vezes se instala nos bastidores das grandes congregações.
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